quarta-feira, julho 26, 2006

quarta-feira, junho 07, 2006

gente com ideias I

Preparem-se os cestos, as mantas e as toalhas, o serviço de plástico às cores, as termos para os refrescos ou chá de menta. Experimentem-se as receitas de sanduiches da amiga, as tartes da Avó e os bolos de chorar por mais. O verão está à porta e é tempo de piqueniques!
A Miolo-ideias organiza um já no próximo sábado, no Parque da Cidade - Porto, a partir das 16h30.
Mais informações: tlf. 22.2034125 ou 91. 4901613.

terça-feira, junho 06, 2006

a primeira colheita



... ainda antes da partida. Só possível limitando com uma rede o acesso dos pássaros ao fruto vermelho dos seus desejos.

quinta-feira, junho 01, 2006

regresso

... com as novidades da edicao de 2006 do Chelsea Flower Show a partir de 6 de Junho. Ate la, boas jardinagens!

quinta-feira, maio 04, 2006

convite ao olhar


e a partilhar as descobertas de flores silvestres, de "ervas daninhas", de composições de flores a explodir de cor nos prados, baldios e bosques, nos muros ou nas beiras do caminho. Por sugestão da Rosa, foi criado o grupo no Flickr "flora portuguesa no seu habitat" , aberto à participação de todos os que queiram contribuir com fotografias de flores espontâneas ou comunidades vegetais naturais (ou semi-naturais, como as pastagens), para dar a conhecer a diversidade, a resistência e a conservação do nosso património natural.

quarta-feira, maio 03, 2006

um livro à quarta (XI)


Para aprender a tratar do legado mais precioso do meu Avô: as suas rosas.

Roses. Paris: Marabout, 2000

quarta-feira, abril 26, 2006

um livro à quarta (X)


Um livro para celebrar a abertura da primeira peónia no jardim.

The light and the dark, the red and the white, should be spaced apart;
The early and the late should likewise be planted in due order.
My desire is, throughout the four seasons, to bring wine along,
And to let not a single day pass whithout some flower opening.

Ouyang Xiu (1007-1072), autor do primeiro tratado sobre o cultivo de peónias

Fearnley-Whittingstall, Jane - Peonies. The Imperial Flower. London: Seven Dials, 2000.

terça-feira, abril 25, 2006

prados a sul


alentejo - abril 2006


algarve - abril 2006

Um mundo de flores fantástico e diverso pode ser encontrado se nos aventurarmos por estes campos dentro. Brevemente, vão estar no Flickr aguardando a vossa ajuda para identificação. ; )

sábado, abril 22, 2006

aproveitando as férias

para eliminar as folhas com ferrugem das roseiras, retirar os pequenos botões de rosa que concorriam com os botões centrais, levantar da terra os bolbos de tulipas, narcisos e jacintos e acondicioná-los em tabuleiros enquanto as folhas secam, plantar as dálias, transplantar as ervilhas-de-cheiro e as plantas da horta (tomate, pepino, bróculo, couve-flor, alface iceberg, feijão lingot swiss, camarão anão e fidalgo anão, rabanetes, couve galega), semear bróculo roxo, beringela, courgete e abóboras (trocadas com JRF), lavar e limpar vasos.
Descansar.

domingo, abril 16, 2006

quarta-feira, abril 05, 2006

um livro à quarta (IX)


Cinco minutos de pausa no trabalho (ufa!) para pensar que estou a poucos dias de sair para o campo, de caderno e máquina na mão, e fotografar, fotografar, fotografar a vegetação espontânea que for encontrando pelo caminho.

Para preparar a saída:
Conhecer as Plantas nos seus Habitats.
autores: Rosa Pinho , Lísia Lopes, Fernando Leão e Fernando Morgado.
Lisboa: Plátano - Edições Técnicas, 2003

domingo, abril 02, 2006

tudo a postos ...

... para transplantar os legumes da horta para o Verão: ervilhas "telefone" (semeadas de novo na estufa), ervilhas de quebrar, tomate "coração-de-boi", pepino, bróculo, couve-flor e rabanetes.
... acordadas as trocas de plantas entre vizinhos.
... iniciadas as sementeiras de beringela e pimento.
Agora, é só preciso que as férias comecem! E é já na próxima 6ª feira :)

quinta-feira, março 30, 2006

invasão azul



A hyacinthoides hispanica, conhecida cá em casa por "campaínha azul", é uma espécie que enche de azul os jardins e campos na Península Ibérica, nesta altura do ano. Os meus canteiros de roseiras não ficam de fora do seu plano de invasão: há anos que lutamos incessantemente para controlar os seus avanços, retirando os bolbos da terra no final da floração. Apesar de tudo, regressam sempre, crescendo por entre as roseiras, despontando nos locais mais inesperados e dando cabo de qualquer esquema formal de plantação.
Ora parece que a mesma espécie está a causar alguns estragos no Reino Unido e na Irlanda. Sempre atentos à constituição e dinâmica da sua flora, os botânicos, ecologistas e outros estudiosos das plantas silvestres do Reino Unido declararam-na flora non-grata pelo risco de cruzamento com a nativa e mais delicada hyacinthoides non-scripta (o que já aconteceu e originou uma série de híbridos) .
A preocupação tem vindo a estender-se ao desenvolvimento de outras variedades locais de espécies nativas. Cada vez mais se tem vindo a aconselhar o estudo das espécies locais no seu habitat natural e a adopção de plantas e sementes de proveniência certificada.
Para mais informação, consultar:
Bluebells for Britain - o documento sobre o estudo e campanha de sensibilização para o impacto da introdução da hyacinthoides hispanica nas ilhas britânicas.
Natural History Museum - um inquérito com propósitos de inclusão de todos os interessados neste estudo
Plantlife - o site da Plantlife International, uma organização dedicada à conservação das plantas silvestres no Reino Unido, Europa e resto do mundo.

domingo, março 26, 2006

nova fase da experiência


Os rebentos foram plantados em vasos (copos de iogurte) com terra húmida. Para já, só passei seis rebentos de ervilhas-de-cheiro e três de pimpinela-escarlate. Os outros continuam a desenvolver-se no germinador até atingirem altura suficiente para serem plantados.

transplante após germinação
Quando as sementes germinarem, no germinador ou em tabuleiros com substrato, devem ser transferidas para outro recipiente onde se possam crescer com maior à-vontade e obter os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento. Assim, mal tenham um par de folhas, devem ser passadas para um tabuleiro ou contentores individuais com substrato humedecido.
Com um lápis ou um transplantador, devem-se fazer vários buracos de pequena profundidade, em intervalos de 5 cm .
Depois de borrifar o tabuleiro da sementeira, destacar a planta com a ajuda de uma espátula ou transplantador. No caso do germinador, pegar na planta pelas folhas, com cuidado.
Colocar a planta no buraco e calcar à volta do pé. Borrifar e colocar uma etiqueta com o nome da planta.

quarta-feira, março 22, 2006

um livro à quarta (VIII)


Quando nos aventuramos por territórios que desconhecemos, consultamos um mapa antes da viagem. Situamo-nos, escolhemos o trajecto e partimos com olhos postos no caminho. Apesar da segurança do mapa, que me posiciona e orienta a chegada, gosto de partir para me perder. Durante a viagem, vou registando as surpresas do percurso em mapas que, sobrepostos, constituem a minha cartografia pessoal dos lugares. Lugares do mundo e o meu lugar no mundo.
Por ser este o meu processo de "conhecer", encantei-me por este atlas que descobri há cinco anos numa livraria em Paris. Usando o método de representação geográfica , os seus mapas não cartografam territórios físicos, mas sim o mundo das emoções e do pensamento.
Tomemos, por exemplo, o mapa da região do Saber, cuja capital é a Ignorância. Próximas em dimensão, temos as cidades da Fantasia, da Intuição e da Composição (esta última, situada nas colinas da Criatividade). Ao centro do mapa, uma grande extensão verde: é a floresta da Curiosidade. Na recortada orla costeira, pequenas povoações enfrentam o mar da Baía da Sabedoria: Conjectura, Conselhos, Descoberta (na foz do rio Fluxo de Ideias) e Observação. Um pouco mais a norte, encontra-se a península Coincidência cujas aldeias como Desconhecido, Imaginário, Premissas, Experiência e Prova estão ligadas entre si por estradas sinuosas traçadas em cruz.
E ficararia dias a descrever cada região deste atlas. Até porque, cada vez que o consulto, surgem sempre outros caminhos possíveis que o cartógrafo não traçou.
Fica portanto o conselho: se este livro se cruzar na vossa vida, não o deixem fugir.

Swaaij, Louise van e Klare, Jean - Notre continent intérieur. L' Atlas imaginaire. Paris: Éditions Autrement, 2000.

terça-feira, março 21, 2006

dia das flores, árvores e poemas


keukenhof (nl) - narcisos

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

"As árvores e os livros" de Jorge Sousa Braga,
in Herbário, Lisboa: Assírio & Alvim, 1999

sábado, março 18, 2006

e a experiência continua...


Ao fim de onze dias de "teste", metade das sementes de ervilhas-de-cheiro (lathyrus odoratus) germinam com toda a força. Sete sementes tiveram de ser eliminadas por apresentarem sinais de fungos e bolor.
No tabuleiro acima, agora passado para junto da base com água para receber mais humidade, três sementes de pimpinela-escarlate (anagalis arvensis) apresentam já uns frágeis rebentinhos verdes.
A experiência continuará a ser relatada no Flickr.
E, porque nem tudo são boas notícias, a estreia da estufa que comprei no Lidl acabou em desgraça. Os rabanetes acabaram "cozidos a vapor" com o calor do ínicio da semana! Já estavam bem desenvolvidos, prontos a ser transplantados para o local definitivo :(
Foi uma tolice deixar a estufa fechada durante o dia.
Tive de voltar ao início, com novas sementes. Espero que as de beringela, tomate, zínias e ervilhas-de-cheiro, que ainda se encontram debaixo da terra, não tenham tido a mesma sorte.

sexta-feira, março 17, 2006

pequenos cultivos


Há muito utilizados pelos vegetarianos na confecção de pratos cozinhados, saladas e sanduíches, os rebentos têm vindo a ganhar importância na dieta humana dado o elevado teor de proteínas, vitaminas e amino-ácidos que contém. Os rebentos de bróculos, por exemplo, podem ser 50 vezes mais ricos em antioxidantes do que o mesmo legume em plena fase de maturação.
As sementes para rebentos, que recebem um tratamento especial para uma mais rápida germinação, podem ser encontradas em qualquer loja de sementes. Os pacotes que se apresentam na fotografia eram produzidos pelo Alípio Dias que, entretanto, cessou de os comercializar com a sua marca.
Outra das vantagens destes pequenos "verdes" é que se podem cultivar num pequeno espaço, a partir de um germinador ou de um simples tabuleiro coberto de papel absorvente. Um frasco de vidro com o bocal coberto por uma gaze que se fixa com um elástico também é outra opção.
Os resultados aparecem a muito curto prazo, embora o prazo de germinação varie consoante a semente. As lentilhas, por exemplo, iniciam o seu processo de germinação ao 3º - 4º dia. Já o feijão mong, o dos famosos rebentos de soja, demora um pouco mais. O ideal será planear uma escala de cultivo, em monocultura ou em mistura de diferentes sementes, que permita uma colheita regular de rebentos sempre frescos.
Depois de lavar bem o contentor, colocam-se as sementes previamente passadas por água num coador. Os grãos mais duros devem ser colocados de molho durante algumas horas para que possam re-hidratar e se inicie o processo de germinação. Uma vez colocadas e bem espalhadas nos tabuleiros onde vão germinar, colocam-se em local com luz, mas não exposto directamente ao sol. Até começarem a germinar, as sementes devem ser regadas com cuidado. Quando rebentarem, só o fundo do tabuleiro deve permanecer húmido, uma vez que o excesso de água pode levar ao aparecimento de fungos.
Os rebentos podem ser colhidos e consumidos ao fim de alguns dias. Para as sementes mais pequenas (como a alfafa), deve-se aguardar até que atinjam cerca de 1 cm de altura; os rebentos de grão ou feijão com 0,5 cm já podem ser acrescentados a saladas, sanduiches e salteados. E crunch crunch bom apetite crunch crunch...

quarta-feira, março 15, 2006

um livro à quarta VII

Tivesse Anna Pavord o rigor histórico na descrição dos contextos políticos e económicos e um pouco mais de emoção no relato, e este seria um dos meus livros preferidos.
Apesar de se tratar de uma experiente escritora em matéria de jardinagem (e isso é bem patente no detalhe com que a autora descreve as diversas variedades de tulipas e os métodos de criação de novas formas e cores ao longo dos tempos), faltou a este livro o encantamento mágico da petite histoire. Aquele que nos leva, de descrição em descrição, a viver as mentalidades e espírito de uma época distante.
Mesmo falhando no modo (é dificil a transversalidade!), o livro continua a ter informações preciosas sobre esta flor vinda das estepes asiáticas para a Europa em meados do século XVI, a origem do seu nome (thoulypen ou duliband, a palavra turca para turbante) e as disputas entre os "floristas" holandeses pela criação da tulipa mais bela (o célebre período que ficou conhecido para a História como "tulipomania", ocorrido entre 1634 e 1637).
É, apesar de tudo, um livro para se ler às portas da Primavera. E esta, para mim, já começou com o despontar das primeiras tulipas.
Pavord, Anna -The tulip. Londres: Bloomsbury Publishing Plc, 2000

domingo, março 12, 2006

germinador

Mini-estufa constituída por um recipiente de base, tabuleiros de germinação perfurados, com aberturas para rega, e uma tampa. Utilizada na produção de rebentos para alimentação, a partir de sementes (feijão mong, lentinhas, mostarda, alfafa, agrião, etc).

sábado, março 11, 2006

sexta-feira, março 10, 2006

bolbos no lidl

Heliopsis scabra, convallaria majalis, commelina coelestis, hemerocallis, solidago, echinacea purpurea e muitas outras plantas no Lidl a 0.99 €!

(Há quem, por elas, tenha perdido a cabeça... Não é, Srª D. Urtiga? )

quarta-feira, março 08, 2006

um livro à quarta VI


"A Curious Herbal" de Elizabeth Blackwell (editado em fascículos semanais entre 1737 e 1739)

Desta vez, o livro que escolhi pode ser inteiramente folheado on-line. Graças ao projecto "Turning the pages", quinze dos mais belos livros da British Library estão disponíveis em versão digital para serem admirados e revisitados. Encontram-se aqui autênticos tesouros como um livro de esboços de Leonardo, o original de Alice no País das Maravilhas ou o belíssimo herbário de Elizabeth Blackwell (na foto). Uma obra totalmente escrita, desenhada, pintada e encadernada pela autora, cuja motivação se deve a uma dramática história.

terça-feira, março 07, 2006

germinação em directo



Tenho umas sementes de ervilhas-de-cheiro (lathyrus odoratus 'Mutacana') e pimpinela escarlate (anagalis arvensis) cuja validade expirou no ano passado.
Como estiveram sempre num pacote fechado, resolvi por à prova o prazo no germinador de sementes que costumo usar para os rebentos*. Embora não saiba ainda qual o tempo de germinação esperado (que irei tentar averiguar), começo hoje a experiência.
Convido-os a assistir à evolução no Flickr a partir de agora.

* um tabuleiro de polystyreno forrado com papel higiénico cumpre a mesma função.

preparação:
1. passar os tabuleiros do germinador a utilizar por água fria, sem secar. Passar as sementes por água corrente, com a ajuda de um coador.
2. - pimpinela escarlate (4/2005) - como os grãos são muito pequenos, vou colocá-los no tabuleiro sobre um papel humedecido.
- ervilhas-de-cheiro (5/2005) - os grãos mais grossos podem ser espalhados no tabuleiro directamente.
3. espalhar bem as sementes e colocar o germinador em local com luz indirecta e temperatura entre os 18-22ºC (vou pô-lo na cozinha).

Vamos ver no que isto dá ... *:)

domingo, março 05, 2006

olho clínico!


serralves - parque

Inscrevera-me no curso de multiplicação de plantas em Serralves, mal vi o nome do José Pedro Fernandes como formador. Já fiz um ou outro curso de jardinagem com ele e aprendi sempre imenso nas suas aulas e com os conselhos dados. Desta vez, foram um dia e meio de teoria e prática sobre as artes da sementeira, estacaria, enxertia e alporquia. Se os conhecimentos sobre as duas primeiras técnicas eram já razoáveis, em enxertia e alporquia estava totalmente a zero. Pois devo dizer-vos que no final do curso, e após uma manhã inteira a tentar acertar com o correcto manejo do canivete, já consigo fazer uma enxerto de borbulha minimamente decente. Agora, mal venha a Primavera, vou começar a praticar e darei notícias.
Mas, o acontecimento mais surpreendente do curso chegou no fim. A aula tinha acabado e começavam as habituais trocas de impressões e de dicas, as promessas de envio de sementes e de estacas, a partilha de contactos... Neste ambiente de informalidades, uma das colegas do curso perguntou-me com um sorriso:
-"Diga-me uma coisa: trabalha num museu?"
- "Sim ... "- respondi eu meia intrigada
- "E tem um blogue sobre jardinagem? O Do meu jardim?"
- *: ) " Sim !!!! Mas como ...??"
- "Ah! Reconheci-a pelas mãos!!"
- *: O ! *: )))

Há momentos assim, que nunca iremos esquecer! Foi um dos elogios mais bonitos que recebi, Ana Maria, este de saber que tenho mãos de jardineira.

quinta-feira, março 02, 2006

nova campanha no lidl

O "Do meu jardim" parece ter descoberto uma nova vocação: ser agenda das actividades e novidades do mundo da jardinagem e horticultura. *: ) Em tempo de muito trabalho extra-blog, mais não dá para fazer. Para isso, em muito contribuem as "dicas" dos amigos, que nos avisam, por exemplo, que a partir da próxima 2ª feira (dia 6 de março) o Lidl lança uma nova campanha de produtos para jardinagem. Obrigada, Medronho!

quarta-feira, março 01, 2006

III edição da festa internacional das camélias

Apostando numa ampla divulgação dos seus recursos culturais, a Câmara Municipal de Celorico de Basto organiza, nos próximos dias 25 e 26 de Março, a III edição da Festa Internacional das Camélias.
Para além de uma exposição/concurso (na edição deste ano é pela primeira vez atribuido um prémio especial à melhor Camélia Portuguesa), os organizadores proporcionam um espaço de reflexão sobre camélias com a moderação a cargo de alguns dos maiores especialistas internacionais.
O programa inclui também um espaço de compra e venda de cameleiras (ou japoneiras) e um passeio pelos jardins das Casas que detém alguns dos exemplares mais belos e antigos. Será também uma excelente oportunidade para admirar as composições de japoneiras e as esculturas em buxo que caracterizam a arte de jardinar em Basto. Uma tradição que se pensa ter sido introduzida pelas Senhoras Pinto Basto, duas irmãs que trouxeram de Inglaterra a arte da topiária para a região.
Apreciadores de camélias, marquem na agenda!
Inscrições e informações: 255 320250 (Empresa Municipal Qualidade de Basto)

um livro à quarta (V)

Se há actividade que exprima plenamente o domínio do homem sobre a natureza, ela é necessariamente a topiaria. Também conhecida por poda ornamental, a topiária consiste em diversas técnicas de poda através das quais se pode conferir uma forma a uma determinada planta ou conjunto de plantas.
Apesar da excessiva formalidade e da ideia de mutilação que tais técnicas sugerem, não consigo deixar de achar fantásticos os pássaros, as bolas, os labirintos que os jardineiros experientes conseguem talhar em buxo e as casas-de-fresco feitas com cameleiras.
O livro que tirei da estante nesta semana é um excelente guia para quem gosta de topiária. Os texto experientes de David Joyce vão explicando passo-a-passo as diferentes técnicas que permitem transformar um arbusto ou uma árvore numa escultura orgânica ou num elemento arquitectónico na paisagem. Cada técnica é documentada com fotos e ilustrada pelas aguarelas de Laura Stoddart. O que torna o livro mais precioso ainda!
Joyce, David e Stoddart, Laura (ilustr.) -Topiary and the art of training plants. Firefly Books Ltd , 2000

terça-feira, fevereiro 28, 2006

"fazendo a cama" das sementes


Ontem e hoje foram dias excelentes para trabalhar a terra dos canteiros que irão receber as sementes de flores e as pequeninas plantas de ervilha-de-cheiro que começam a germinar nos tabuleiros. Como estava sol, a terra estava mais quente e o excesso de água da chuva havia evaporado.
Em ambos os canteiros, arranquei as urtigas (que fui acrescentando à pilha de composto), retirei as pedras e desfiz os torrões de terra que fui encontrando à superfície. A terra ficou fofa, solta e preparada para ser ser alisada com a ajuda de um ancinho.
Uma vez que a terra que recebe a sementeira deve ter um baixo teor de nutrientes (as raízes novinhas são demasiado sensíveis a elevadas concentrações de nutrientes), o composto foi aplicado há semanas atrás.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

congresso internacional de parques urbanos e metropolitanos


Aproximam-se dois dias de apresentação e debate sobre os parques públicos, sua forma e função, evolução, sustentabilidade e contributo para a qualidade de vida urbana. No Centro de Congressos do Porto-Alfânfega, a 24 e 25 de Março. O programa e a ficha de inscrição podem ser descarregados daqui. A inscrição é gratuita.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

um livro à quarta (IV)



Ferrão, J. E. Mendes - A aventura das plantas e os descobrimentos portugueses. 3ª edição. Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical, Fundação Berardo e Chaves Ferreira - Publicações, S.A, 2005

Dupla celebração: o centenário do Jardim-Museu Agrícola Tropical e a reedição da obra do Prof. José Mendes Ferrão sobre a fantástica odisseia das plantas do mundo tropical introduzidas pelos portugueses na época dos descobrimentos e os seus processos de aclimação e difusão.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

reciclar na hora de semear

Reaproveitamento de embalagens e materiais na hora de preparação das sementeiras:
- vasos para sementes: para além dos vasos feitos em papel de jornal com o pequeno instrumento de madeira que aparece na imagem e os vasos de origami, podem ainda aproveitar-se copos de iogurte, os rolos vazios de papel higiénico ou de cozinha e as embalagens de ovos. Não esquecer de abrir um pequeno furo no fundo dos pequenos contentores para facilitar a drenagem.
- tabuleiros para sementeiras: os tabuleiros de polystyreno do supermercado, as caixas de madeira (como na fotografia) ou outros contentores de diferentes materiais que já não cumprem as sua função original podem ser preenchidos com terra e receber as pequenas sementes até ao momento de passar as jovens plantas para o local definitivo. O mesmo se aplica para a propagação.
- etiquetas: as de plástico, que aparecem na fotografia, são recicláveis. Podem ser marcadas a lápis e apagadas depois. Mas, para se saber sempre o nome da planta que se semeou, há outras hipóteses: escrever o nome em molas de madeira que se prendem na borda dos vasos ou em pedras que se colocam na terra. Com tinta resistente à água, claro. A Urtiga reutiliza os tabuleiros de polystyreno, transformando-os em etiquetas de suspensão de diferentes formatos (flores, nuvens etc).
- coberturas para sementeiras: o plástico transparente perfurado de que são feitos os sacos de pão à venda nos supermercados transformam-se em excelentes coberturas de tabuleiros: resguardam do frio, permitem a circulação de ar e o controlo visual da germinação e crescimento das plantas.
Quem dá mais ideias?

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

1º congresso nacional do chá


Um congresso sobre os aspectos nutricionais, históricos, económicos, literários e sociais do chá. No Círculo Universitário do Porto, de 17 a 19 de Março.
O programa, as informações e a ficha de inscrição estão aqui.

domingo, fevereiro 19, 2006

energias renováveis - palestras na FEUP

De Fevereiro a Maio de 2006, o mestrado em energias renováveis da Faculdade de Engenharia da UP (FEUP) vai abrir ao público algumas das suas sessões, dando lugar a um conjunto alargado de palestras sobre a temática "Energias Renováveis".
As palestras terão lugar na FEUP (R. Dr. Roberto Frias, ao lado do Hospital de S. João, no Porto), na sala B004, todas as 4ª feiras, entre as 16 e as 18 horas. A entrada é livre.
Do programa constam as seguintes sessões:
*22 Fev. -Armando Oliveira (FEUP) -"Abertura do Programa do Seminário"
*01 Mar. -Francisco Sanchez (EDP/WCSD-Portugal) -"Electricidade e sustentabilidade"
*08 Mar. -Paulo Sena Esteves (OMIP) -"Mercado Ibérico: Desafios e Oportunidades"
*15 Mar. -Manuel Collares Pereira (INETI) -"A electricidade solar térmica no horizonte da energia solar"
*22 Mar. -Álvaro Martins (ISEG/CEETA) -"As Alterações Climáticas e a Economia do Carbono - impacto sobre a economia portuguesa"
*29 Mar. -A. Costa e Silva (Partex) -"Combustíveis Fósseis: Cenários"
*19 Abr. -A. Sá da Costa (APREN) -"O desenvolvimento da energia eólica em Portugal - grandes parques e remuneração"
*26 Abr. -José Penedos (REN) -"Redes Eléctricas"
*03 Mai. -Ribeirinho Machado (EDP Produção) -"A valia eléctrica nos grandes empreendimentos hídricos"
*10 Mai. -Jorge Vasconcelos (ERSE) -"A regulação em Portugal e os preços da electricidade"
*17 Mai. -Rui Barros (ENERSIS) -"Das ondas do mar à electricidade"
*31 Mai. -Rui Leitão (EDP Produção) -"Aproveitamentos minihídricos - enquadramento e evolução do sector. Aspectos técnicos de concepção e projecto".

aproveitar uma manhã de chuva ...


... para fotografar as plantas em crescimento (na foto, alhos), colocar os vasos de peónias em local abrigado, cortar as camélias que se estragaram com a chuva, limpar os "presentes" das pombas que se têm vindo a abrigar na palmeira (estou feita! como posso dar a volta a isto??) e começar a fazer vasos para transplante de plantas pequeninas com papel de jornal.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

narciso ou junquilho?


A par dos crocos, os narcisos e os junquilhos são as primeiras flores de plantas bolbosas a aparecer no jardim, no final do "desengraçado" período que precede a Primavera.
Para dar notícia deste feliz acontecimento, tive de, tal como a Sophie, relembrar a diferença entre as duas flores que frequentemente se confundem.
Graças à dica bibliográfica* da Urtiga, fiquei a saber que o termo narciso designa as variedades de flores formadas por uma coroa central, ou trombeta, rodeada por seis pétalas. O tamanho, proporção e cor da trombeta podem variar, e o mesmo se passa com as pétalas. Os narcisos que fazemos crescer nos nossos jardins foram obtidas a partir do narciso silvestre. O narciso mais cultivado é o narcissus (-de-trombeta) cuja única flor é do mesmo tamanho ou maior que as pétalas.
Ao contrário do narciso, o junquilho (n. jonquilla) caracteriza-se pelo seu cheiro e pelo conjunto de flores que nasce em cada caule, de cores que podem também variar*.
Fica aqui a mnemónica para o próximo ano: narciso = 1 flor/caule e junquilho = grupo de flores/caule.
Posso então declarar oficialmente a abertura dos narcisos no meu jardim!
* O livro do jardim, Selecções do Reader's Digest

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

um livro à quarta (III)

(fundo da imagem: print de Howard Sooley)
Gosto da forma como começa: Este libro trata de pequeñas cosas.
Adivinho um livro escrito por alguém atento, metódico e sistemático, com uma tremenda capacidade de ver e interpretar o que descobre. Depois de o folhear e ler a introdução, no tal fim de tarde na Laie, vejo que não me enganei. Revela-se um trabalho de reflexão sensível sobre os múltiplos processos e dinâmicas de paisagem (parques eólicos, caminhos de água, culturas intensivas de árvores, muros, jardins e pátios ...) registados ao longo de uma década.
As páginas dedicadas à "agricultura-floresta-paisagem" são as que mais me interessam. Encontrei uma referência útil aos engenhos da horta (os cataventos, os espantalhos, os suportes para plantas trepadeiras feitos de canas, por exemplo) que me ajudou a organizar as fotografias que tenho feito por aí sobre essas "engenhocas". Para além disso, ganhei novas inspirações para coleccionar outros truques e inventos - os sulcos distribuidores de água, os separadores de culturas, as protecções contra o sol e vento, as armadilhas e protecções contra pragas. Tudo isto numa página só!! Imaginem então a emoção que é ler as 283 páginas do livro...
Galí-Izard, Teresa. Los mismos paisajes. Ideas e interpretaciones │ The same landscapes. Ideas and interpretations. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2005.

domingo, fevereiro 12, 2006

barcelona botànic


melianthus major (jardí botànic de barcelona)
É sempre um prazer viajar até Barcelona, uma cidade onde nunca se esgotam as aliciantes propostas de visita. Se a ida aos principais monumentos e equipamentos culturais se torna quase impossível ao fim-de-semana, há que procurar alternativas fora dos locais turísticos mais óbvios.
Um passeio pelos parques e jardins de Barcelona (com destaque para o Parc del Laberint d'Horta, um belo jardim-museu neoclássico), uma visita ao mercado da Boqueria e às suas tendas de floristas em plena Rambla ou uma manhã passada entre as espécies mediterrânicas do jardim botânico são alguns dos programas alternativos a realizar ao ar livre nesta cidade cheia de sol.
Destas três sugestões, destaco o Jardí Botànic de Barcelona, criado em 1930 em pleno parque de Montjuïc. Inicialmente, foi pensado como um jardim botânico histórico especializado na vegetação da Catalunha. Com o decorrer do tempo, foram sendo incorporadas novas colecções de plantas dos Pirinéus e das Ilhas Baleares, passando o jardim a desempenhar um importante papel na conservação da biodiversidade.
Após um período complicado em parte originado pela construção dos novos equipamentos olímpicos nas imediações, o jardim botânico fechou para restruturação.
O novo jardim foi aberto ao público em 1999, com uma nova proposta: a de representar a vegetação mediterrânea de todo o Mundo. Assim, e embora a sua procedência geográfica seja variada, o jardim dedica-se à conservação e divulgação de inúmeros exemplares botânicos de diferentes regiões do mundo com clima mediterrâneo (Austrália ao Chile ou mesmo África do Sul, por exemplo). Todos estes lugares correspondem ao mesmo tipo climático, caracterizado por verões quentes e secos, invernos suaves com geadas ocasionais e concentração de chuvas na primavera e outono.
A distribuição das plantas no jardim está pensada de acordo com as diferentes proveniências e estende-se ao longo de 14 hectares.
Neste precioso catálogo ao vivo podem conhecer-se de perto as variedades de espécies botânicas, descobrindo o seu verdadeiro nome e a sua classificação.
Ou ainda aprender algumas combinações de plantas, como por ex. a phoenix canariensis + aeonium arboreum que irei reproduzir no meu jardim.
De regresso ao centro, uma passagem pela Livraria Laie fecha o "programa botânico" em beleza. Apesar de não se tratar de uma livraria especializada no tema, a oferta de títulos sobre botânica, jardins e paisagem compensou a visita.
Mas, sobre isso, falaremos na próxima quarta-feira *: )

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

el cap de setmane passad


palau de la virreina, com vista para o mercado da boqueria

Crónicas da cidade que cheira a chocolate. Brevemente.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

um livro à quarta (II)


Às vezes pergunto-me como a minha vida seria diferente se, na altura de escolher o meu curso, tivesse tido em conta outras áreas de conhecimento que hoje me fascinam. A antropologia social é uma delas; a botânica é outra. Daí que este livro de Jack Goody (trad. de The Culture of Flowers), professor honorário na Universidade de Cambridge, seja o meu livro do momento.

Aproveitando uma boa parte do material (literatura, livros de viagens, de poetas etc.) e observações pessoais recolhidas ao longo de uma vida de investigação, o autor interroga-se sobre a universalidade e diversidade da "linguagem das flores"- os seus inúmeros significados, o poder simbólico e os usos religiosos e profanos.

Revendo o seu papel no Ocidente (desde a invenção do "paraíso", passando pela Idade Média até aos nossos dias), nas culturas islâmica, africana ou da China maoísta, Goody oferece-nos mais de 500 páginas que se lêem com um imenso prazer.

Goody, Jack - La culture des fleurs. Paris: Éditions du Seuil, 1994

segunda-feira, janeiro 30, 2006

palavras sábias

... as de Gertrude Jekyll, a mulher que transformou para sempre os jardins ingleses:
Some ladies asked me why their plant had died.
They had got it from the very best place, and they were sure they had done their very best for it ... They had made a nice hole with their new trowel, and for its sole benefit they had bought a tin of Concentrated Fertilizer. This they had emptied into the hole, put in the plant, and covered it up and given it lots of water, and - it had died. And yet these were the best and kindest of women, who would never have dreamed of feeding a new-born infant on beefsteaks and raw brandy.
Gertrude Jekyll (1843-1932) em Wood and Garden

sexta-feira, janeiro 27, 2006

a blogosfera (ainda) mais verde

um blog de uma "homónima"

e outros dois

sobre natureza

e etnobotânica nos Açores.

helichrysum italicum

Ao helichrysum italicum os portugueses chamam perpétua-das-areias. Pelo seu aroma intenso a caril, os ingleses baptizaram-no de curry plant.
Ao contrário do que muitos pensam, não é desta planta que se extrai o famoso tempero que os cozinheiros de Madrasta deram a conhecer aos ingleses no século XVIII. O verdadeiro pó de caril resulta de uma mistura de especiarias que varia de região para região.
Uma masala de caril pode conter sementes de coentro, de cominhos e de mostarda, diversos tipos de pimentas, malaguetas, gengibre, curcuma e até canela.
Assim, a utilização culinária desta planta parece resumir-se à aromatização de maioneses, saladas ou assados. Diz quem provou que o sabor nada tem de oriental.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

saudades de leicester

(pequenos bolbos de cebola vermelha comprados no Alípio)
... e das sanduíches de pão de forma com sementes variadas, barradas generosamente com paté de noz, lentilhas e cogumelos e uma boa camada de compota de cebola vermelha.

red onion marmalade
350 g de cebolas vermelhas, 25 g de manteiga, 225 ml de vinho tinto, 55 ml de vinagre tinto, sal e pimenta acabada de moer
Derreter a manteiga numa caçarola de tamanho médio, deitar as cebolas cortadas em meias rodelas e deixar que amoleçam durante 10 min em lume brando. Acrescentar o vinho e o vinagre, aumentar o lume até ferver ligeiramente e temperar com sal e pimenta. Reduzir o lume até ao mínimo, tapar e deixar cozer lentamente durante 50 min/1 h ou até o líquido se evaporar.
red onion marmalade (versão agridoce)
650 gr de cebola vermelha em meias rodelas, 2 colheres (sopa) de azeite, sal e pimenta, 150 gr de açúcar, 225 ml de vinagre de vinho tinto, 4 colheres (sopa) de vinagre de xerez, 2 colheres (sopa) de "creme de cassis", 1/4 colher (chá) de pimenta da jamaica.
Deitar as cebolas cortadas em meias rodelas numa caçarola, juntamente com o azeite, sal e pimenta e deixar cozer durante 10 min em lume brando, tapado. Acrescentar o açúcar, o vinho, o vinagre, o "creme de cassis" e a pimenta da Jamaica. Deixar cozer mais 30 min. Quando estiver pronto, deitar em frascos devidamente esterilizados e tapar. Comer só passados 3 / 4 dias.

mais receitas com cebola vermelha aqui.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

um livro à quarta (I)

"A Flora Portuguesa" de Gonçalo Sampaio, publicada no Porto em 1946 (2ª edição) é o livro que abre a minha colaboração nesta iniciativa .
Primeiro, porque se trata de uma obra relevante para o estudo do meu mais recente interesse: a história da botânica em Portugal. Depois, porque se trata de um recurso notável sobre a nossa flora autóctone.
Na segunda edição deste livro participaram alguns dos discípulos de Gonçalo Sampaio que, recorrendo a outras obras e notas suas, conseguiram avançar na classificação que ele havia deixado incompleta.
O material de trabalho que serviu de base a este estudo integra o Herbário da Universidade do Porto, à guarda do Instituto de Botânica Dr. Gonçalo Sampaio.

terça-feira, janeiro 24, 2006

segunda-feira, janeiro 23, 2006

lavandulas em sebe



A delimitar a zona de flores, comecei a plantar uma sebe de lavandulas. Para além de fornecer ensombramento a um canteiro demasiado exposto ao sol, servirá com certeza de habitat a algumas pragas e aos insectos auxiliares. Assim, podem ajudar a diminuir a presença de insectos nocivos nas culturas próximas e a aumentar a polinização (as abelhas adoram as flores de alfazema). Os seus pequenos arbustos servem ainda de corta-vento e regulam a temperatura nos canteiros que protegem.
Dá-se em todos os tipos de solo, bem drenado, embora algumas espécies prefiram um solo alcalino. Por se tratar de uma planta rústica, a quantidade de água necessária ao seu cultivo não é elevada.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

mais uma ciber-jardineira

À sombra d' azinheira, passeios irregulares pelos caminhos de jardins privados, com plantas que podem ser semeadas em qualquer lugar, crescer e florir.

terça-feira, janeiro 17, 2006

brrrr actividades de inverno

- limpeza total do jardim e da horta: limpei as folhas caídas, cortei e retirei todas as plantas que ainda subsistiam da época anterior. Parece incrível, mas ainda tivemos tomates e pimentos até há bem pouco tempo (isto anda mesmo trocado!). Uma parte irá fazer parte de uma nova pilha de composto, os troncos vão parar à lareira e as folhas suspeitas de plantas que apresentavam alguns sinais de infestação foram colocadas em sacos de lixo.
- preparação da terra: a estrutura do solo, neste momento um bocado barrento, irá melhorar com a mistura que fiz com o composto que guardei para esta altura. Os níveis baixos de azoto irão ser regulados com o "adubo verde" , pelo que tive de plantar mais favas.
- planeamento dos canteiros: um dos canteiros junto ao talhão da horta (em preparação, na fotografia) foi dedicado às aromáticas e flores que atraem insectos úteis ao controle biológico. Nos canteiros das rosas, deixei ficar todos os pés de roseira que, entretanto, já foram podados. Nestes canteiros, agrupei todos os cravos túnicos em bordadura. Num deles, fiz a experiência de associar rosas e alhos, aproveitando as suas propriedades fungicidas e antibacterianas.
No próximo fim-de-semana, será a vez dos canteiros de flores.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

cortaderia selloana



Antes de comunicar os últimos trabalhos no jardim e na horta, uma constatação: os baldios à volta do Porto foram invadidos pela erva-das-pampas (cortaderia selloana) e as suas plumas. Prevê-se um rápido domínio sobre a vegetação local, se não se tomarem medidas. É que esta planta invasora é um dos melhores exemplos de eficaz dispersão da semente pelo vento!
(actualização. 15.01.2006) - A cortaderia é uma planta nativa da América do Sul, Nova Zelândia e Nova Guiné. A cortaderia selloana é nativa do Brasil, Argentina e Chile. Aliás, o nome botânico desta gramínea vivaz ornamental deriva do espanhol 'corte', talvez em referência às suas folhas cortantes. Deve ter vindo parar a Portugal num acesso de exótico, por causa do qual nos chegaram muitas outras plantas que passaram a fazer parte dos nossos jardins. Lembro-me que, cá em casa, volta e meia, chegavam espécimes vindos de todo o lado e mais algum. À conta disso, tenho uma palmeira de 8m que continua teimosamente a crescer.: ) Bem, dizia eu que as ervas-das-pampas abrilhantaram muitos jardins portugueses. A sua presença adivinhava-se às vezes pela visão que se tinha dos penachos que espreitavam por cima dos muros. Muito provavelmente, as suas sementes levadas pelo vento pousaram nos campos baldios e aí encontraram terreno fértil para se desenvolverem. E hoje, é considerada uma das espécies com maior potencial invasor.

sábado, janeiro 07, 2006

pronta para sachar



Enxada binadora - ferramenta usada à superfície do solo para cortar ervas daninhas, cobrir as hortícolas com terra e abrir valas para sementeiras pouco profundas.
Na hora de escolher, preferir:
- um cabo agradável ao toque, macio e de comprimento confortável (usado sem grande prejuízo para as costas)
- um resistente encaixe da enxada no cabo
- uma cabeça da enxada em aço inoxidável (não enferruja, dura mais e é fácil de limpar)

(na foto, enxada binadora Bellota)

sexta-feira, janeiro 06, 2006

janeiro na horta e no jardim



Lavoura das terras e preparação das culturas de Inverno, como a da batata, iniciando-se, onde for possível, a plantação precoce. A poda na Lua Minguante é recomendável, mas nas figueiras, laranjeiras e macieiras os grandes cortes são prejudiciais. Excertos no Crescente. Semear favas e ervilhas de variedades e de desenvolvimento rápido. No Norte e no Centro, semear centeio, couve galega, nabo, nabiça, rabanete, salsa e tomate. No Sul, abóbora, cenoura, couves, ervilha, feijão, nabiça e tomate. Em estufa ou cama quente, plantar pepino, melão, pimento e abóbora. Em local definitivo cenoura curta, alho, cebola, alfaces, ervilha, alho-porro e salsa. Transplantar para viveiro: couve-flor, fava, feijão, etc. Na horta, semear (em canteiros ou alfobres bem abrigados e defendidos das geadas) alface romana, couves repolho e sabóia, rabanete, fava, ervilha e grão-de-bico. Colher couves, espinafres, etc. No jardim, semear begónia, ervilha-de-cheiro, gipsofila, girassol, lírio, paciências, flor-de-lis. Colher violetas, amores perfeitos, camélias, jacintos, tulipas, etc.
(Borda d' Água 2006)

 Quarto Crescente: 4-14 de Janeiro
 Quarto Minguante: 22-29 de Janeiro

domingo, janeiro 01, 2006

decisão de ano novo



Ano Novo, canteiros novos.
Por causa de uma constipação monumental, tive de limitar os meus trabalhos de jardinagem de ano novo ao planeamento dos canteiros de flores. O estudo começou com o levantamento das questões a colocar antes de partir para o desenho:

- aspectos físicos do jardim:
* o tamanho
* a forma
* o tipo de solo
* a exposição solar e aos ventos
* as plantas já existentes a manter / a eliminar
* a existência de plantas e animais "amigos"

- a minha relação com o jardim
* o meu tempo disponível / necessidade de manutenção
* o estilo para o jardim + jardins favoritos
* as plantas que gostaria de ter e coleccionar
* a utilização do jardim

As respostas seguem nos próximos posts.