segunda-feira, outubro 03, 2005

o vegetal como vocábulo da arquitectura



Com tanta animação astrofísica, a comemoração do Dia Mundial da Arquitectura ... eclipsou-se!
Para que não passe despercebido, apresento-vos um dos meus projectos preferidos que comprova uma relação mais íntima entre arquitectura e o universo vegetal.
À partida, estas duas noções podem parecer antagónicas: se a primeira se revê mais facilmente no mundo mineral, a segunda remete para ideia de organismo vivo, instável e frágil. No entanto, a utilização de vegetação na arquitectura multiplicou nos últimos anos, assumindo funções de estrutura, revestimento ou filtro.
Um dos projectos mais interessantes nesta área é o muro vegetal da Fundação Cartier (Paris), projectado pelo botânico Patrick Blanc para o arquitecto Jean Nouvel.
Investigador no laboratório de Biologia vegetal tropical do CNRS , Patrick Blanc especializou-se no estudo da adaptação das plantas ao meio, particularmente as que vivem sob condições extremas (como as que crescem nas florestas tropicais).
A partir da observação das plantas na natureza, elaborou um sistema de cultura vertical de plantas, sem terra. A sua referência é a vegetação que cresce nos troncos de árvores e rochedos das florestas húmidas. Filodendros e antúrios são dispostos numa superfície de feltro hortícola e desenvolvem a sua folhagem em jardim suspenso.
Para além desta intervenção sobre a arquitectura de vidro de Jean Nouvel, Patrick Blanc realizou muros vegetais em Chaumont-sur-Loire, no Hotel Pershing Hall e no Museu do Quai Branly, entre outros.

2 comentários:

Ver disse...

Acho fascinante este conceito de jardim vertical nas cidades.
rosa

jardineira disse...

umas cidades desenvolvem jardins verticais, outras nem os jardins horizontais conseguem manter : (