terça-feira, agosto 23, 2005

aviso a todos os recolectores de amoras


Diz a sabedoria popular que na véspera do dia de S. Bartolomeu (comemorado amanhã, dia 24 de Agosto) o diabo anda à solta e cumpre o péssimo hábito de ... "regar" as amoras.
Está encontrada a razão pela qual estes deliciosos frutos silvestres acabam por se tornar moles e peganhentos! *: )

sábado, agosto 20, 2005

pelargonium*


Antes da invasão das petúnias (ai, odeio estas modas!), havia muitas mais varandas portuguesas a exibir os seus vasos de sardinheiras de cores vistosas : ( Era cá um festival de carmim e vermelhão!!

A nossa casa era portanto uma casa portuguesa, com certeza! No final do Verão, a minha Avó (a quem pertencia o "pelouro" das sardinheiras, flores de liz e orquídeas) retirava algumas estacas da planta-mãe de cada uma delas e plantava-as em vasos que trazia para dentro de casa. Uma vez que muitas das sardinheiras que ficavam no exterior sucumbiam ao frio do Inverno, esta operação garantiu a continuidade da sua plantação.

* Erradamente chamadas gerânios (são parentes dos gerânios rústicos), as sardinheiras são classificadas no género Pelargonium.

quarta-feira, agosto 17, 2005

de volta


... a tempo de ler a bela notícia do Público que anuncia os três novos estudos publicados na Science sobre o conhecimento do mecanismo que controla a floração das plantas.
Um gene (FT) activado de acordo com aquela e uma proteína (FD) que "comanda" a transformação das células estaminais em flores (e não em folhas) são essenciais para desencadear o processo de floração. O primeiro encontra-se na folha e a segunda no botão da planta.
A variação da exposição solar é avaliada pela folha. Na altura indicada para a planta florir, o gene FT presente nas suas folhas produz as moléculas que actuam como mensageiras junto do botão da futura flor. Poético ... : )

(obrigada JRF, Manuela e Medronho pelos votos de boas férias! Vou já ler as novidades nos respectivos blogs. )

sábado, julho 23, 2005

terça-feira, julho 19, 2005

comprar joaninhas


A joaninha é geralmente conhecida como o mais importante auxiliar para luta biológica. Se a criação de habitats através da plantação de sebes ou outras plantas que atraem joaninhas falhou, pode experimentar outra solução: a aquisição de larvas de joaninhas. Em Portugal, poderá encomendá-las na Campo Oeste (Torres Vedras). O contacto é Apartado 23. Sobreiro Curvo. 2564-908 A-dos-Cunhados, telef. 261 981 545. Brevemente darei informação sobre o preço, bem como sobre outros auxiliares, pragas por eles combatidas e plantas de acção fitossanitária.

(Preço confirmado: uma embalagem de 250 larvas custa €44)

terça-feira, julho 12, 2005

{{ bloom }}


bloom - arte e jardins efémeros apresenta-se pela primeira vez, em edição experimental, nas Oficinas a Vapor da Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras. bloom é uma iniciativa do atelier Traços na Paisagem e pode ser visitada até 31 de Julho. Grandes expectativas!!!

receitas da horta


Aconselho a experiência: converta um pequeno espaço de terra em horta! As vantagens são imensas:
- decide o que planta e como planta,
- consome legumes frescos (sempre à mão), que não perdem qualidades com o intervalo de tempo entre a colheita e o consumo,
- os produtos não contém tóxicos, se optar pelos preceitos da agricultura biológica,
- investe o seu tempo livre numa actividade saudável,
- conhece e dá a conhecer os ciclos naturais, desde a semente até ao aparecimento do fruto e seu consumo.

gaspacho (para a Suzana com z)
Tire a pele e as sementes a 1,5 kg de tomates bem maduros. Um dos tomates deverá ser cortado em cubinhos e posto de lado. Tire as sementes a um pimento verde e corte metade em cubinhos. Descasque um pepino médio e corte metade também em cubinhos. Descasque uma cebola pequena, pique metade e coloque com os outros legumes cortados em tigelas à parte. Desfaça num liquidificador o resto do tomate, pimento, pepino e cebola com 3 dentes de alho, uma pitada de sal e 4 colheres de sopa de bom azeite. Deite o puré numa tigela e junte 4 colheres de sopa de vinagre. Mexa e junte água fria em quantidade suficiente para fazer a sopa segundo a consistência que desejar.

Entretanto, corte pão em cubinhos e torre no forno. Sirva a sopa numa terrina, acompanhada de tacinhas com os legumes e o pão. Se quiser, polvilhe a sopa com coentros.

taboulé
Prepare 200 gr de couscous (sémola de trigo) segundo as instruções da embalagem. Lave 3 tomates e corte-os em cubinhos muito pequeninos. Faça o mesmo a um pepino. Coloque Descasque 100 gr de cebolas e pique-as. Lave um raminho de salsa e outro de hortelã e pique-os também. Coloque o couscous, os legumes e as ervas numa taça. Regue com o sumo de 1 limão. Tempere com 4 colheres de sopa de azeite e mexa. Tempere com sal e pimenta e sirva fresco.

sexta-feira, julho 08, 2005

respiguemos*?


Em plena semana da reunião do G8, veio mesmo a propósito o link apontado pelo José Rui Fernandes para o projecto Fallen Fruit . Lançado por um grupo activista norte-americano, este projecto incentiva os habitantes das cidades a lutar por jardins comunitários e a exigir a plantação de maior número de árvores de fruto nas ruas, jardins e parques. E presta um "serviço público" original: cartografa e mantém actualizada uma base de dados sobre os terrenos privados onde a fruta se encontra disponível a todos os que a queiram apanhar.
Sobre o mesmo tema, e também sobre a recuperação urbana e as margens da sociedade de consumo, acrescento a referência a dois documentos essenciais: "Os respigadores e a respigadora" e "Deux ans après" de Agnès Varda. 'On cherche le déchet, on trouve le cœur.'


*respigar: apanhar as espigas deixadas no campo depois da ceifa

07/07 london


against fear.

marianne moore, in poems on the underground

terça-feira, julho 05, 2005

segunda-feira, julho 04, 2005

festival internacional de jardins


Fui espairecer até Ponte de Lima, tendo como pretexto o festival de jardins. Encontrei uma vila muito agradável, que bem preza o seu património e sabe aproveitar a sua condição ribeirinha a favor dos habitantes locais e visitantes. Muita gente nos parques e jardins, canoas e banhistas no rio, uma pequena feira de artesanato que divulgava os produtos locais.
O Festival decorre num recinto fechado, na outra margem do rio, junto ao animado clube náutico. Como se trata do ano 0, todos os projectos de jardins efémeros são da responsabilidade da organização que assim pretende demonstrar a potencialidade criativa a futuros concorrentes.

Resultou deste festival imaginário um belíssimo catálogo que contém também fotos dos 50 hectares de jardins e espaços ajardinados de Ponte de Lima.
De reconhecer o pioneirismo da iniciativa e de desejar que contribua para sensibilizar os nossos autarcas para a requalificação dos espaços verdes, de um forma criativa que incentive os cidadãos a gozar a vida ao ar livre. Tal como as diversas edições da Lausanne jardins, por exemplo.

segunda-feira, junho 27, 2005

protegendo os olhos ...


... de hortelões mais incautos das afiadas canas e das intrometidas estacas.

antes tarde ... que mais tarde : )


Com a azáfama extra-blog dos últimos tempos, deixei passar a altura de despontar os tomateiros na altura certa :( Passei o final da tarde de domingo no meio de uma autêntica selva de tomateiros, a estacar os pés que já se vergam até ao chão com o peso dos frutos.

como cuidar de tomateiros

despontar - eliminar todos os lançamentos laterais que aparecem entre dois outros grupos de folhas ("axilas das folhas"), cortando-os quando começam já a ter expressão.
estacar - prender o caule a uma estaca com um fio ou ráfia, através de uma laçada que o sustente mas que não impeça o seu crescimento. A operação deve ser repetida durante o crescimento.
estimular o crescimento dos frutos - assim que o tomateiro tiver produzido 4 cachos de frutos, cortar as pontas de cima (ápice de crescimento) 2 folhas acima do último cacho.
regar - no verão, e em tempo seco, regar em intervalos regulares. Não regar excessivamente.
produzir em vaso - seguir as indicações anteriores; aplicar uma camada de composto no solo quando os frutos se começarem a formar. De seguida, regar abundantemente.

quinta-feira, junho 23, 2005

o rapto das flores


Hoje poucos conhecem e cumprem a tradição; mas, diz quem se lembra, que no concelho do Sabugal a noite de S. João era fatal para os vasos de flores:

São poucas as pessoas no Sabugal que ainda se recordam de ouvir falar na Confraria dos Solteiros, mas esta tradição é referida em alguma bibliografia do concelho. Diz-se que a confraria dos solteiros tomava a peito enfeitar todos os anos pelo São João, o campanário paroquial com vasos de flores. As raparigas conhecedoras da tradição rodeavam de cuidados especiais os mais formosos exemplares. No entanto, cravos, majericos, malvarrosas ou os amores que ornavam os peitoris das janelas e as resguardas dos balcões e as varandas das moças casadoiras não escapavam à confraria.
Joaquim Manuel Correia, in «Memórias da Minha Terra», conta que o maioral da confraria, em quem recaíam as honras ou os insucessos da função, inquiria os seus súbditos sobre quais os balcões, varandas ou janelas que valia a pena assaltar em demanda dos belos vasos. Os familiares das respectivas casas que iriam ser «assaltadas» que por ventura se encontrassem presentes não poderiam levantar quaisquer obstáculos aos raptos das próprias flores, operação em que todavia, lhes era proibido participar.
Por volta das duas da madrugada, toda a malta dividida em diferentes grupos de assalto se empenhavam activamente na tarefa para a qual previamente haviam sido mobilizadas escadas e andas.
Os portões eram abertos com tanto jeito; faziam-se negaças aos cães com nacos de pão e carne e anda-se em "pés de lã" para afastar toda a sombra de suspeita. Joaquim Manuel Correia diz que «complicada era a tarefa de ornamentar o esguio campanário». Fazia-se uma selecção de vasos e os menos vistosos eram estendidos pelos degraus de acesso aos sinos. Os de maior beleza e realce reservavam-se para o lugar mais nobre. E o mais formoso de todos ficava no cocuruto, mesmo ao lado do galo que marca a direcção dos ventos.
De manhã, as raparigas ao entrarem no adro da Igreja a caminho da missa formulavam juízos sobre a procedência das flores mais em destaque. E a dona das que adornam o mais alto raminho não deixava certamente de exultar. A exposição dura até ao São Pedro e nos dias de permeio, quatro ou cinco dias, os vasos eram frequentemente regados para que as flores não murchassem. Depois os rapazes que haviam cometido o furto iam de casa em casa entregar os preciosos vasos e faziam-no com o maior desvelo. Com o mesmo desvelo com que em arroubos de amor prometem tratar os corações das donzelas, suas amadas. (in
Terras da Beira)

um abraço grande



ao Sargaçal.

domingo, junho 12, 2005

terra sã porto 2005


É já no próximo fim-de-semana que acontece a 7ª “Terra Sã” - Feira da Alimentação, Agricultura Biológica e Ambiente, organizada no Porto pela Agrobio. Uma oportunidade para conhecer os produtores, os transformadores e distribuidores, as associações e organismos públicos ligados ao ambiente e à agricultura biológica.
A edição deste ano realiza-se no edifício da Alfândega do Porto, de sexta-feira a domingo.

sexta-feira, junho 10, 2005

crianças no jardim


(as (des)construções de molas da Teresinha e da Maria Rita)

Este post já estava prometido à mãe da Inês desde o dia 1 de Junho. Infelizmente o trabalho-para-além-do-blog tem sido imenso ...
Para todas as mães e pais que querem desenvolver com os seus filhos uma saudável relação com a Natureza, aqui vão alguns links que prometem vir a proporcionar umas horas divertidas ao ar livre:
- começar um herbário, coleccionando e catalogando folhas de árvores, arbustos ou flores que se vão recolhendo no jardim ou nos passeios de fim-de-semana. Com uma prensa de flores ou com um scanner . A minha Mãe ensinou-me que, lindo lindo, é também prensar as flores no meio de livros grossos (entre folhas de papel de seda) e descobrí-las anos mais tarde :-)
- cultivar plantas nos contentores dos produtos que compramos no supermercado. Para conhecer como nascem as "verdadeiras protagonistas" dos pacotes de batatas fritas ou do ketchup, o Chelsea Physic Garden promoveu a exposição 'Shelf Life' (procurar em "Education").
- modelar umas (muito úteis!) etiquetas de barro para identificação das plantas.
- plantar um jardim temático, como 'o jardim da pizza", semeando tomate e ervas aromáticas.
- construir um comedouro para pássaros.

sexta-feira, junho 03, 2005

festival internacional de jardins de ponte de lima


Confesso que nunca achei grande piada aquelas competições entre cidades floridas... Mas este evento, para o qual a flores e abelhas reclamou a minha atenção, poderá vir a ter algum interesse se, de facto, contribuir para "(...) uma maior sensibilidade para a arte dos jardins e para o aumento da importância dos jardins e dos espaços verdes no incremento da qualidade de vida dos cidadãos, criando um movimento que aproxime as flores, as plantas e arte ao espaço urbano e simultaneamente uma força de conservação e enaltecimento dos valores paisagísticos ligados ao espaço rural."
Mas pergunto-me eu: serão os cidadãos chamados a definir a tal "qualidade de vida" que o espaço público deverá promover? Será que os critérios de selecção vão para além da mera apreciação estética dos projectos a concurso? Conseguirá este evento envolver os habitantes de ponte de Lima, convidando-os a participar directamente na discussão, concepção, produção e avaliação dos resultados? Irá ser este um projecto de verdadeira cidadania ou um mimetismo sem alma?
A ser inaugurado hoje pelo nosso Primeiro.

quarta-feira, junho 01, 2005

bom ambiente (e ainda CFS)


Ecologia e ambiente em força na exposição:
* Moat and Castle Eco-Garden - biodiversidade, manutenção de vida selvagem e sustentabilidade num jardim onde o lago é o ponto central.
* The Trailfinders Recycled Garden - os materiais reciclados ou recicláveis e as plantas e flores autóctones são o mote desta composição de Chris Beardshaw.
* Fetzer Wine Garden - como fazer do jardim um habitat atractivo para insectos e aves.
* Wildlife Trusts Lush Garden - um espaço de manutenção da vida selvagem.
* The Boreal Forest Garden - a defesa da floresta valorizando o seu papel na economia e a saúde locais e globais.
* The Real Rubbish Garden e Beyond the pale - reutilizando materiais para um design original.

para além do frisson

Esta excitação e espanto em torno de Chelsea pegam-se mesmo e espalham-se pelo corpo à medida que vamos progredindo no recinto da exposição. Como escrevi no post anterior, tudo está "artilhado" para que o efeito the greatest flower show on earth funcione: o cerimonial dos bilhetes (esgotados há meses, apesar da edição deste ano contar com mais um dia), o pouco tempo para ver tudo, a confusão de gente, a qualidade nas apresentações, a cor (meu Deus, a cor!) e as novas criações que nos cabe descobrir com a ajuda do imprescindível catálogo.



Aqui entre nós, pergunto-me se esta fórmula funcionaria do lado de cá do canal da Mancha, de tão imbuída de espírito britânico que está. Dei comigo várias vezes a reconhecer certos gags dignos das séries de humor rodadas em micro-cenários nos quais revemos todos os clichés sobre os ingleses: um chapéu subtilmente ridículo, as arcadas de rosas incrivelmente românticas e paradas no tempo de tão rosa-pálido que são, os pic-nics idílicos no prado que não foi aparado, os famosos comentários sobre o tempo instável que faz, fez e fará enquanto Chelsea acontecer.
Mas o que distancia este acontecimento de um paroquial concurso para eleger a melhor begónia do condado? O glamour, já disse. A escala, evidentemente. E ainda a extrema qualidade do exposto, a criatividade e as novidades que ganham honras de primeira página nos jornais.
E o impacto dos prémios na conta corrente dos felizes contemplados :-) .
Razões novas para voltar a Chelsea no próximo ano? O "piscar de olhos" à ciência, à educação contínua e às questões ecológica e ambiental que já se fez sentir na exposição deste ano e que prenuncia um olhar mais crítico e adequado ao tempo em que vivemos por parte dos seus organizadores.
I'll be back, then.

terça-feira, maio 31, 2005

(reflexão após manhã de trabalho)


(foto retirada do site rhs; as fotos dos jardins são quase impossíveis de tirar dada a multidão em torno deles)
I.
Lizzie Taylor e Dawn Isaac apresentaram em Chelsea um jardim-escritório (office-cum-garden), o local perfeito para trabalhar ao ar livre. Consiste num work pod em metal com cadeira e secretária implantado no meio de um jardim onde a água e o espaço para plantas tornam qualquer desempenho mais agradável.
Este jardim concorreu na categoria city gardens e foi patrocinado pela Microsoft.

II.
O jardim foi colocado à venda em leilão no e.bay. O produto da venda destina-se a financiar as férias das autoras.

III.
Lizzie Taylor e Dawn Isaac têm 38 e 33 anos respectivamente. Antes de se dedicarem ao design de jardins, eram profissionais na área das relações públicas e publicidade. Descobriram a nova vocação quando ambas se mudaram para casas com jardim. Inscreveram-se num curso de jardinagem, abandonaram os antigos empregos e ...

IV.
... dedicam-se a meter inveja a trabalhadoras como eu. Ou a servir de inspiração ???

sobreviver a chelsea

Escrever sobre a experiência que é visitar the greatest flower show on earth é sempre uma tarefa incrivelmente difícil. É preciso recuperar do cansaço pelos hectares percorridos e pelos imensos inputs recebidos, coligir notas, verificar catálogos, recordar momentos, exercer a crítica e fazer escolhas. Chelsea saboreia-se no momento e depois. Fechando os olhos no avião, a caminho de casa, para percorrer o grande pavilhão e refazer o trajecto por entre os jardins a concurso e os seus conceitos.



Apesar de ser um evento tipicamente inglês, há muito que o interesse pelo Chelsea Flower Show ultrapassou as fronteiras da Velha Albion. Organizado pela Royal Horticultural Society nos terrenos do Royal Hospital de Londres desde 1913, o certame que mostra as últimas tendências em matéria de flores e tudo o que se relaciona com a jardinagem atrai expositores e visitantes de todo o mundo. Durante cinco dias (os dois primeiros reservados aos membros do RHS) mais de 150.000 pessoas percorrem as três áreas do recinto: o grande pavilhão, os jardins e a zona comercial. A Família Real concede o seu alto patrocínio à exposição, visitando-a um dia antes da abertura.

Não há Chelsea sem:
- os prémios: um júri atribui prémios aos melhores jardins e flores ou legumes (individualmente ou em arranjo). As medalhas "Gold", "Silver-Gilt", "Silver" e "Bronze" são, à altura da inauguração, exibidas orgulhosamente pelos expositores premiados.





- a espectacularidade superlativa de alguns stands - normalmente dispostas em pirâmide ou esfera, as composições de flores multicolores podem ser vistas de qualquer parte do pavilhão.





- os star-gardeners da BBC - toda a excitação em torno de Chelsea e da sua preparação é captada pela BBC, que garante a cobertura televisiva dos acontecimentos diariamente e desvenda os bastidores desta mega-produção. As fugazes aparições de Alan Titchmarsh e Diarmuid Gavin trouxeram mais colorido à minha visita :-P

Alan Titchmarsh

Diarmuid Gavin

- os simpáticos pensionistas do Royal Hospital - habitual presença no recinto, foram os vencedores do prémio para o Melhor Jardim no ano em que se comemoram os 60 anos da II Guerra Mundial (na qual muitos dos pensionistas combateram).



O designer Julian Dowle, em colaboração com os habitantes do Royal Hospital, recriou a visão nostálgica com que o soldado britânico sonhava naquela frente de batalha. Parte desse jardim é uma reconstituição da horta (vegetable garden) de acordo com o programa "Dig for victory", uma campanha através da qual o governo britânico incentivou os cidadãos a cultivar os seus próprios alimentos e a transformar canteiros e relvados (públicos e privados) em produtivas hortas.

(a seguir: novidades no CFS 2005)

segunda-feira, maio 30, 2005

no dia em que o big ben parou


A recompor-me da experiência ... a preparar o post sobre a edição de 2005 do Chelsea Flower Show ...

quarta-feira, maio 25, 2005

domingo, maio 22, 2005

cozinhar ao sol


Diz quem o tem que a água ferve em 20 minutos e que tudo o que aqui é cozinhado sabe melhor. Acrescento que este forno solar (que parece saído de um filme de Mr. Lucas!) é fruto da investigação nacional sobre energias alternativas, combinada com know how da indústria de moldes em Portugal. O galo de Barcelos que há em mim não cabe em si de orgulho!

terça-feira, maio 17, 2005

agricultura urbana e sustentabilidade local


No próximo dia 19, as hortas urbanas vão estar em debate num encontro promovido pela Ambiência e pela Humaneasy a realizar na casa do Ambiente e do Cidadão (Lisboa). Incomportável para trabalhadoras portuenses como eu :-( O programa está aqui.

domingo, maio 15, 2005

arrrrggg, lesmas!


É um clássico da jardinagem, este ódio às lesmas e caracóis. Não os odeio pelo seu aspecto (:-) eu também gostaria de andar pelo mundo de casa às costas :-)!), mas pelo estrago que causam no meu jardim. Depois de quase uma semana sem lá pôr os pés, fui dar com as folhas das zínias completamente furadas. Pelo nexo de causalidade entre a lesma imediatamente descoberta nas imediações e aquele facto, só posso pronunciar um veredicto: a fotogénica lesma é culpada.

Combate às lesmas e caracóis
No último número da "Gardener's world", Helen Yemm apresenta as principais armas de combate na guerra contra estes temíveis invasores:

1. combater até à morte: Os caracóis adoooooram cerveja e citrinos, sendo atraídos pelo seu cheiro. Essa atracção pode ser fatal se usar aquelas "armas" em alternativa aos venenos químicos:
- armadilha de cerveja - existem à venda no mercado, mas podem ser feitas com metades de garrafas de plástico (enterradas ao nível do solo, com a tampa para baixo, cheias de cerveja). Se não pretende a morte do inimigo por afogamento mas apenas o seu "atordoamento", pode fazer um isco misturando a cerveja com farelo. Depois, pode largá-los longe para curarem a ressaca.
- laranja - colocar metade de uma laranja no chão. Assim que apanhar lá os caracóis, deite-lhes sal por cima.
2. bloquear o avanço do inimigo: os caracóis e as lesmas odeiam deslizar sobre superfícies rugosas. Por isso, rodeie as culturas de uma barreira feita com cinza, serrim (que também lhes deve secar o visgo necessário à progressão no solo), conchas partidas ou cascas de ovo esmagadas. Pode colocar também em torno das plantas ou aplicar nos vasos uma tira de cobre que irá actuar como condutor de electridade, provocando um pequeno choque no caracol ou lesma que ousar aproximar-se.
3. antecipar-se ao inimigo: por vezes, um bom resultado só poderá ser atingido através da combinação de vários métodos aqui descritos. No entanto, há modos de prevenir o seu avanço:
- os caracóis e as lesmas gostam de locais frescos e húmidos e saem do seu esconderijo à noite. Pode caçá-los depois do sol posto e deixá-los à mercê dos predadores durante o dia (voltem, passarinhos! Estão perdoados);
- nunca regue à noite;
- algumas plantas são odiadas pelos caracóis e lesmas. Como são bonitas, são duplamente bem-vindas ao jardim: a calendula (calendula officinalis), os cosmos (cosmos bipinnatus), a equinácea (echinacea purpurea), as papoila oriental e selvagem (papaver orientale e papaver rhoeas) e a alfazema são suficientemente ásperas e aromáticas para os afastar.

Para saber mais sobre o tema, consultar aqui.

troca de truques


Com os cotovelos em cima do muro, passei parte da tarde a trocar "mimos" com o vizinho. A conversa entre hortelões foi-se tornando num despique divertido: as maiores alfaces, os alhos franceses mais "gordos", as favas mais altas, a falta de estacas nos meus tomateiros (oops é a primeira vez que planto tomates sem ser cereja!)... Ele gozou com a minha "estufa" improvisada, eu meti-me com ele por causa do sistema de protecção dos magnórios que engendrou com sacos plásticos.
Dei-lhe a ideia de reforçar o sistema de protecção contra pássaros (ai melro, se te apanho! :-) ) com cd's velhos ou fitas de cassetes estragadas pendurados nas árvores.
Na próxima semana, tenho de arranjar tempo para proteger as cerejas da "brigada dos pássaros gulosos". Vou dar-lhes música, antes que eles ma dêem a mim!

segunda-feira, maio 09, 2005

botanizing on the asphalt *


* Benjamin, W.: Charles Baudelaire. A lyric poet in the era of high capitalism. Verso Books, 1983 (p. 36)

Acuso o meu romantismo! Tenho especial predilecção por estes apontamentos de cidade selvagens, campestres, de flora espontânea e (bio)diversa. Aos espaços verdes estereotipados e homogéneos prefiro outras alternativas de natureza: os prados que ainda subsistem na paisagem urbana ou as flores que caem dos muros e brotam dos passeios.
Para identificá-las melhor, procuro aqui.
(obrigada pela descoberta, M.)

domingo, maio 08, 2005

a semana do jardim


O Lidl dedica as promoções desta semana aos jardineiros: estufas com rede, sistemas de rega gota-a-gota, pás articuladas, etiquetas, acessórios para jardinagem, mangueiras com enrolador a preços simpáticos. Até 5ª feira.

sexta-feira, maio 06, 2005

eruca sativa


Começa a chegar o calor e apetece uma boa salada! Como reconheço a diferença entre uma alface comprada no supermercado e outra acabada de arrancar da horta, decidi cultivar este ano dois tipos de alface (frisada e lisa) e outras folhas para salada.
Uma delas, a rúcula, não deixa ninguém indiferente. Adoro o sabor levemente picante (a noz?) das folhas novinhas.
Semeei meio pacote de sementes bio há uma semana e meia atrás e ... tchan tchan tchan tchan ... aqui estão elas (ver foto). Como crescem muito depressa, poderão ser colhidas 6 semanas após a sementeira.
Esta crucífera natural dos países mediterrânicos pode ser cultivada em plena horta ou em vasos na varanda, ao sol ou semi-sombra. Prefere solos férteis, húmidos e bem drenados. A melhor época para a semear é a Primavera. No entanto, a sementeira pode ser repetida 2 ou 3 vezes até Setembro para assegurar uma produção contínua.

como preparar a rúcula
A rúcula pode ser consumida como qualquer outra folha para salada. Mas atenção: nunca deve ser temperada com vinaigrettes muito fortes!

salada de rúcula com frango
Cortar 4 peitos de frango em tiras e alourar num bocadinho de azeite. Temperar com sal e pimenta e tapar. Deixar cozer durante mais 5 minutos. Arranjar um pé de alface e 100 gr de rúcula. Descascar 2 laranjas e cortar em rodelas fininhas. Cortar as rodelas a meio. Preparar um molho com o sumo de uma laranja, 1 colher (chá) de vinagre balsâmico, 3 colheres (sopa) de bom azeite e uma pitada de sal. Dispor a alface, a rúcula, a laranja e o frango num prato. Regar com o molho, polvilhar com cebolinho picado e servir.

bruschetta (para uma refeição leeeeeeve)
Sobre uma torrada de pão de centeio colocar: metades de tomate-cereja previamente marinadas em azeite e uma pitada de sal + requeijão esfarelado ou fatias de queijo fresco + presunto desfiado + rúcula.

terça-feira, maio 03, 2005

lista de desejos * mini-banco de sementes


Ando a "cobiçar" este kit de um mini-banco de sementes lançado pelos jardins de Kew . É composto por uma mini-câmara de secagem e uma série de outros componentes que permitirão colher, processar e armazenar as sementes do meu jardim (e de outros). ;-)

bancos de sementes
Um pouco por todo o mundo têm sido reforçados ou constituidos bancos de sementes com o principal objectivo de desenvolver programas de recolha e conservação de sementes de flora nativa.
Agindo local ou globalmente, instituições como os tradicionais jardins botânicos (por exemplo
Millennium Seed Bank Project) ou novos conservatórios ex situ como o Eden Project , têm vindo a apostar em acções que visam garantir a biodiversidade futura.
A par da investigação científica, muitos oferecem interessantes programas de educação ambiental e de sensibilização junto de vários tipos de público. Um dos mais interessantes é o
Adopt a Veg, uma campanha que pretende salvar os legumes tradicionais britânicos. Lançada pela HDRA-the organic organisation, esta campanha incentiva a adopção de uma ou mais variedades de legumes que constam do seu banco de sementes.
No final do ano passado, foram também dados os primeiros passos no sentido da formação de uma
rede de preservação de variedades locais em Portugal. Esperamos ter mais notícias em breve!
Entretanto, o
Banco de sementes do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa e o Index Seminum et Sporarum do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra fazem as nossas delícias.

domingo, maio 01, 2005

i present thee, william shakespeare


Regressada às actividades jardineiras e hortícolas, fui brindada com as primeiras flores das novas roseiras:
- William Shakespeare 2000 (David Austin)- uma roseira inglesa de flor de um vermelho profundo que, gradualmente, vai passando a púrpura. Tive de cortar a rosa porque o seu peso era demasiado para os caules ainda "tenrinhos" da planta. Perdeu o jardim, mas ficou a ganhar a sala. O perfume é ainda melhor do que eu pensava! Chega aí???
- Just Joey (David Austin) - uma roseira híbrida Chá de flores de um laranja acobreado.
- Jacques Cartier (Delbard) - os primeiros botões desta roseira híbrida Portland prometem um arbusto cheio de flores cor-de-rosa suave, dentro de pouco tempo.

Consociações - plantas "amigas" das roseiras
Uma forma de combater as pragas mais comuns das roseiras parece ser a sua combinação com outras plantas, colocadas na sua proximidade mas afastadas da zona em torno da sua raíz:
- chagas e cravos túnicos: protegem contra os afídios (pulgões);
- alhos: exerce uma acção fitossanitária e previne contra o míldio.
Para além de fomentar a saúde das roseiras (através de uma relação que ainda ninguém conseguiu comprovar científicamente), as consociações promovem o habitat de insectos que são inimigos naturais das pragas (como as joaninhas, por exemplo).

quarta-feira, abril 27, 2005

jardins 2005

A Associação Campo Aberto vai promover mais uma sessão do ciclo de visitas Jardins 2005.
No dia 28 de Maio (sábado), às 14h30, as pessoas inscritas na iniciativa visitarão a Quinta do Alão, em Leça do Balio.
O ponto de partida para a visita será o Mosteiro de Leça do Balio às14h15. Os simpáticos organizadores acrescentam ainda que poderão arranjar boleia do Porto até Leça do Balio para quem a solicitar.

"A Casa de Recarei, na Quinta do Alão, está referenciada desde o século XV. Os jardins actuais, notavelmente bem mantidos, têm um cunho seiscentista, com alguns acrescentos recentes de muito bom gosto. São talvez os jardins antigos mais bem conservados de todo o Grande Porto, e os únicos da região que merecem destaque no livro "Jardins com História" (coord. Cristina Castel-Branco,Edições Inapa 2002)."

Não esquecer que a inscrição é obrigatória!

segunda-feira, abril 25, 2005

atchin atchin


atchin... os posts seguem dentro de momentos ... atchin (snif*)

sábado, abril 23, 2005

livro de cabeceira


E está na hora de comemorar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor! Vou "recolher-me" a ler o livro que actualmente ocupa a minha mesa-de-cabeceira: "L'année du jardinier" (Zahradnikuv rok) do escritor checo Karel Čapek * (1890-1938).
Em "L’année du jardinier", Čapek descreve as tarefas, as alegrias e obsessões dos jardineiros e desvenda essa arte de organizar o encontro entre o humano, o vegetal e o ciclo natural da vida.

* curiosidade: Karel Čapek notabilizou-se como o primeiro autor a usar e divulgar a palavra robot (do checo robota=trabalho).

annual seed distribution scheme



Todos os anos, no mês de Abril, a minha atenção ao correio redobra. Por esta altura, dá-se a chegada de uma encomenda especial: as sementes distribuídas pela RHS aos seus membros através do Annual Seed Distribution Scheme.
No Outono passado, fiz as minhas escolhas a partir da lista de sementes provenientes dos jardins do RHS. Como o tão esperado pacote chegou ontem, vou passar o fim-de-semana a organizar as sementes por estações e a estudar os métodos de germinação das que poderão ser semeadas na Primavera.
A chuva já pode cair à vontade :-).

quinta-feira, abril 21, 2005

verde que te quero verde


(a propósito da questão dos Aliados, e como complemento ao meu comentário aqui)
algumas questões mais:
- conseguirão as associações da cidade e os munícipes demover a CMP da sua actual avidez por ícones urbanos, da qual resultou esta desarticulada e forçada operação de branding ?
- conseguirá a participação pública manifestar-se para além da nostalgia e da emoção?
- conseguirão os políticos contrapôr para além do populismo?
- surgirão ideias criativas e inovadoras orientadas para a pluralidade?
- ouvir-se-á quem chega (e não só quem cá vive)?
- entender-se-á o verde para além da sua dimensão romântica?

Há muito cepticismo por aqui...

terça-feira, abril 19, 2005

horta urbana leopoldo


Para nostálgicos do campo,vegans gulosos, mães exigentes e todos aqueles para quem uma varanda é suficiente para cultivar uma horta: depois da mesa de cultivo, a horta urbana Leopoldo !
Mas, como quem não tem cão caça com gato, os vulgares cestos com rodas devem cumprir a função. Se experimentarem, mandem fotos!

uma horta no telhado (para AL)


(foto: arts4all)
Em 1993, em plena cidade de Chicago, Job Ebenezer provou ser possível cultivar legumes no topo de um edifício público... em piscinas de tela. Quatro anos depois, os jardineiros envolvidos neste projecto colheram 446 kg de legumes (tomates, pepinos, pimentos, courgettes e uma variedade de "verdes"). Tudo isto em 38 piscinas!
Também disponível na versão "pneu" e "saco de polietileno". :-)

segunda-feira, abril 18, 2005

a cerejeira em flor, Avô!


Flores de cerejeira no céu escuro
e entre elas a melancolia
quase a florir.

(haiku de matsuo bashô em "o gosto solitário do orvalho, seguido de o caminho estreito", assírio & alvim)

domingo, abril 17, 2005

"baga da palha"


É exactamente isso que a palavra inglesa strawberry quer dizer. Não sei se tem directamente a ver com o facto de se espalhar palha por baixo dos frutos e em redor das plantas para impedir o crescimento das daninhas e manter os frutos limpos...
As minhas tarefas de fim-de-semana resumiram-se a isso: proteger os morangueiros com palha e rede anti-pássaros.

fragaria
Introduzido nos jardins na Idade Média, o morangueiro é uma planta rasteira de pequeno porte da família botânica das Rosaceae.
Segundo Alphonse de Candolle (Origine des plantes cultivées, 1883), o morango no seu estado selvagem é uma planta espontânea que se expandiu pelo mundo inteiro (Europa, América e Ásia). Atraídos pelos frutos carnudos, os pássaros transportaram as suas sementes até aos lugares mais distantes. As espécies europeias, de pequena dimensão e produção irregular, foram cruzadas no século XVII com espécies nativas trazidas do continente americano pelos colonizadores (ex. fragaria virginiana) . Destes cruzamentos resultaram as diversas variedades de morangos que hoje conhecemos.

Há dois tipos de morangueiros: os remontantes (produzem continuamente de Junho a Outubro) e não-remontantes (mais resistentes, produzem frutos só uma vez por ano entre Abril e Junho).
Os morangos devem ser plantados em Agosto/Setembro (não-remontantes) ou na Primavera (remontantes). Crescem em solos ricos e bem drenados, em bordaduras ou cultura extensiva. Mas também se podem plantar em vasos suspensos (algumas variedades podem assim ser cultivados na varanda) e em recipientes com aberturas (potes ou barris de madeira).

comer morangos
... regados com sumo de limão, temperados com licor ou água de rosas, mergulhados em vinho do Porto ou champanhe, macerados em vinagre balsâmico...

... com natas ou chocolate, em tarte, sorvete, charlotte, mousse ...
A minha confecção preferida? Lavados e ao natural!

quinta-feira, abril 14, 2005

feira de alternativas ecológicas aos transgénicos



E transcrevo (obrigada, Natália):

"Perante a ameaça à vida natural na Terra e numa altura em que Portugal (seguindo a Comunidade Europeia) abre as portas à produção de transgénicos, abrindo um processo irreversível de ameaça à biodiversidade, queremos expôr melhor esse problema e divulgar soluções ecológicas a esta situação que nos afecta a todos.
Com o sol da primavera a aquecer e o florir à nossa volta juntemo-nos com:
* Comidinha anti-transgénica para uma consciência mais saudável do indivíduo.
* Filme documentário com vozes indígenas e suas visões sobre a ciência ocidental. Trata-se de uma mensagem para as futuras gerações ameaçadas pela engenharia genética. Uma critica ao novo colonialismo global de uma monocultura que vai eliminando a biodiversidade nativa da natureza e das culturas humanas.
* Banquinhas de artesanato, fanzines e produtos alimentares caseiros biológicos.
* A presença de colectivos diversos que trabalham de formas diversas por uma crescente consciência ecológica.
* A presença de um cientista em defesa dos transgénicos: Doctor Cromo Soma directamente da Universidade do Arganzas.
* Música ao vivo: Contesta com Testa

Em defesa da Diversidade Cultural e Biológica. "

quarta-feira, abril 13, 2005