domingo, outubro 30, 2005
o vegetal como vocábulo da arquitectura II
quarta-feira, outubro 26, 2005
leitura no metro

O verdadeiro mundo rural ainda existe, ou é já ficção? Faz sentido continuarmos a insistir na divisão cidade vs campo? O penúltimo número da revista Granta levanta e debate estas questões, acolhendo o imaginário rural de quase uma dezena de autores de língua inglesa : Craig Taylor regressa a Akenfield, Barry Lopez inicia-nos na arte da pesca do salmão, enquanto que Tim Adams regista os últimos momentos da caça à raposa. As páginas sobre iconografia rural e um passeio guiado por Robert Macfarlane pela escuridão da noite no campo encerram em beleza este volume.
segunda-feira, outubro 24, 2005
mini-cursos de jardinagem

Foi no Jardim Botânico da Ajuda que eu tirei o meu primeiro curso de jardinagem. Tinha acabado de sair de um esgotante projecto de três anos e, por momentos, cheguei até a pensar mudar o rumo da minha vida profissional. Com o curso, percebi que essa mudança não seria tão imediata como eu imaginava e acabei por regressar novamente à museologia e ... ao meu jardim.
domingo, outubro 23, 2005
analisar a terra

Antes de preparar a terra para as próximas plantações, resolvi retirar uma amostra de cada um dos canteiros para analisar. Retirei amostras a cerca de 20 cm de profundidade (nas zonas dos bolbos e hortícolas) e 40 cm nos canteiros de rosas. Esta análise permitirá verificar se a terra é ácida (abaixo de 7), básica ou alcalina (acima de 7) ou neutra (igual a 7)* e os níveis de azoto, fósforo e potássio.
sábado, outubro 15, 2005
continuando a poupar água
Via João (Bioterra), chega-nos a notícia de um sistema de rega automático que aplica a água nas culturas no momento e quantidade ideias. O sistema é regulado por sensores que "interpretam" as solicitações hídricas das plantas durante a fotossíntese.
E uma vez que se adivinha uma longa espera até à aplicação de equipamentos similares a este nos nossos espaços verdes, esperemos pelo menos que casos destes não voltem a acontecer.
quarta-feira, outubro 12, 2005
o floricultor fotógrafo

Aurélio Paz dos Reis (Col. Cinemateca Portuguesa)
domingo, outubro 09, 2005
escolher bolbos
Está na hora de escolher os bolbos das flores da Primavera! E se há altura que me deixa feliz é esta, porque fico horas a imaginar as misturas de cores, as combinações de tamanhos e as texturas das plantas que resultarão daí. Os bolbos de tulipas, jacintos, narcisos (amarelos e brancos) e iris aguardam o regresso à terra dentro de bolsas feitas com collants (há que reciclar!!) que estão penduradas no tecto da carvoeira (um anexo do jardim que, como o nome indica, servia para guardar o carvão e ainda o papel que se ia pondo de lado. Todas as semanas, o "Manuel do Saco" vinha levantar o papel para a "farrapeira"). Como não sei a cor dos bolbos de tulipas holandesas (obrigada, LM!), vou ter algumas surpresas lá pelo meio também.
Na terra, desde o ano passado, ficaram os bolbos das anémonas, dos ranúnculos, dos crocos, das campaínhas e das minhas favoritas frésias. Talvez reforce alguns canteiros com a compra de novos bolbos destes.
como escolher bolbos
Por uma questão de maior confiança, costumo comprar sempre os bolbos a granel numa loja de sementes (normalmente, no Alípio). Para além de os poder escolher um a um, tenho a certeza que são de qualidade e acabadinhos de chegar.
Escolho os maiores (os pequenos nem sempre florescem; podem, no entanto, florescer no ano seguinte), os mais rijos, de casca intacta e aqueles que não apresentem manchas, riscas ou podridão.
Os bolbos que tenham já rebentado são de evitar. No entanto, quando se deixa a compra de bolbos para tarde, é natural que isso aconteça. Nesse caso, devem escolher-se os que tiverem os rebentos mais pequenos.
quarta-feira, outubro 05, 2005
nas nuvens

(mais tipos de nuvens)
terça-feira, outubro 04, 2005
segunda-feira, outubro 03, 2005
o vegetal como vocábulo da arquitectura

Com tanta animação astrofísica, a comemoração do Dia Mundial da Arquitectura ... eclipsou-se!
Para que não passe despercebido, apresento-vos um dos meus projectos preferidos que comprova uma relação mais íntima entre arquitectura e o universo vegetal.
À partida, estas duas noções podem parecer antagónicas: se a primeira se revê mais facilmente no mundo mineral, a segunda remete para ideia de organismo vivo, instável e frágil. No entanto, a utilização de vegetação na arquitectura multiplicou nos últimos anos, assumindo funções de estrutura, revestimento ou filtro.
Um dos projectos mais interessantes nesta área é o muro vegetal da Fundação Cartier (Paris), projectado pelo botânico Patrick Blanc para o arquitecto Jean Nouvel.
Investigador no laboratório de Biologia vegetal tropical do CNRS , Patrick Blanc especializou-se no estudo da adaptação das plantas ao meio, particularmente as que vivem sob condições extremas (como as que crescem nas florestas tropicais).
A partir da observação das plantas na natureza, elaborou um sistema de cultura vertical de plantas, sem terra. A sua referência é a vegetação que cresce nos troncos de árvores e rochedos das florestas húmidas. Filodendros e antúrios são dispostos numa superfície de feltro hortícola e desenvolvem a sua folhagem em jardim suspenso.
Para além desta intervenção sobre a arquitectura de vidro de Jean Nouvel, Patrick Blanc realizou muros vegetais em Chaumont-sur-Loire, no Hotel Pershing Hall e no Museu do Quai Branly, entre outros.
domingo, outubro 02, 2005
água leva o regador

Como a chuva não vem, há que continuar a regar o jardim. Não esquecendo que a poupança de água é, e será, sempre obrigatória!
Acertar com a quantidade certa de água para cada tipo de planta (sem a matar à sede ou encharcar) é um exercício de rigor que distingue um bom de um mau jardineiro.
Na EP[S] de 11 de setembro de 2005, Pilar Gómez-Centurión ensina-nos um dos segredos mais importantes da jardinagem: a rega.
(dic. - césped = relvado; macetas = floreiras)
quarta-feira, setembro 28, 2005
percursos [na paisagem]

01-02 Out - Parque de Serralves
16h00, 18h00
Percursos sonoros e gestuais coreografados para o parque de Serralves por Akio Suzuki e Kunko Wada.
terça-feira, setembro 27, 2005
consociações

Chelsea Flower Show 2005
Embora não esteja ainda totalmente comprovado cientificamente, há quem defenda que há combinações de certas plantas (plantas companheiras) que estimulam o seu crescimento através da competição ou complementação que estabelecem entre si. Segundo a ficha dedicada ao tema pela Horta da Formiga, as consociações ajudam no combate às pragas e às ervas infestantes e promovem uma melhor utilização dos nutrientes do solo. Combinadas com a prática da rotação de culturas, as consociações poderão ainda estimular a produtividade.
A tabela das consociações favoráveis e desfavoráveis pode ser descarregada a partir da página Downloads.
aromas à janela

Como preparar um tabuleiro com ervas aromáticas:
Alecrim (rosmarinus officinalis) - local soalheiro e abrigado; solo bem drenado e leve
- colocar o conjunto de vasos sobre uma camada de gravilha ou cascalho num tabuleiro pouco profundo;
* Cantinho das Aromáticas
segunda-feira, setembro 26, 2005
reciclar galochas

A Marie Claire Idées deste mês sugere aos jardineiros/as mais vaidosos/as alguns modelos personalizados de galochas, feitos a partir da reciclagem de vários materiais.
- bússola: aplicações em feltro coladas com cola para borracha.
- bolas: círculos em tecidos diversos colados com verniz-cola e sola pintada com tinta acrílica.
- gola alta: mangas de camisolas e perneiras de lã recicladas e apliques de flores em feltro ou croché.
- flores: aplicações de guardanapos de papel fixados com verniz-cola, avivados com tinta acrílica.
- liberty: borda dupla em tecido de flores (liberty), colado no interior das galochas e sola pintada com tinta acrílica.
domingo, setembro 25, 2005
recolher e armazenar sementes

Hoje de manhã, recolhi finalmente as sementes de calêndulas que formam a sebe em torno da horta. As sementes encontram-se nas flores secas (as "perninhas de polvo" que tenho na mão e o seu envólucro, que também se deve guardar). Devem ser recolhidas no final do Verão/começo do Outono, quando as sementes já estão secas. Assim, evita-se uma ressementeira natural invasora.
recolher e armazenar sementes
Recolher e armazenar sementes pode representar uma poupança considerável no orçamento anual de qualquer jardim. Desde que as sementes não provenham de uma planta doente ou de um híbrido, sejam colhidas na altura certa e armazenadas nas melhores condições, as probabilidades de se conseguir replicar as plantas do nosso jardim são elevadas.
Eis algumas regras simples a observar:
- a proveniência da planta deve ser conhecida, uma vez que as sementes das plantas híbridas não devem ser recolhidas.
- as sementes devem ser colhidas num dia seco e soalheiro, para que estejam completamente secas.
- o momento ideal é o início da queda espontânea da semente, do destacamento da planta-mãe ou quando o seu envólucro ficar seco e mudar de cor (normalmente, de verde para castanho).
- o produto da recolha deve ser guardado em envelopes ou sacos de papel, individualizados e etiquetados. Se necessário, deve-se deixar secar melhor a semente em local seco e escuro. No caso das cápsulas de sementes (ex. papoila), devem ser colocadas num recipiente forrado de papel em local quente e soalheiro.
- a separação da semente da planta pode ser feita à mão, recorrendo a uma peneira ou coador para uma separação mais eficaz.
- a extração da semente de alguns frutos ou bagas obtem-se por lavagem e maceração do fruto sobre uma peneira. Em alguns casos, a semente deve ser posta de molho durante 3 a 4 dias para retirar a polpa que envolve as sementes. Estas ficarão depositadas no fundo do recipiente enquanto que a polpa flutuará. O excesso de humidade desaparecerá após alguns dias (7-10) de secagem sobre papel de cozinha, em ambiente ventilado e seco.
- o armazenamento pode ser feito em envelopes de papel vegetal fechados mantidos num ambiente seco, ou numa caixa estanque no frigorífico.
- o excesso de humidade pode ser controlado se for colocada uma "boneca" de gaze com sílica-gel (ou areia para gato sem cheiro) junto dos envelopes de sementes.
- não esquecer de etiquetar.
sábado, setembro 24, 2005
borda d' água

A edição d' O Verdadeiro Almanaque Borda d' Água para 2006 já está disponível.
Tarefas a executar na agricultura e jardinagem em Setembro (2005) : Vindimar. Estercar as terras, no minguante da Lua, para as sementeiras; reduzir as regas; ceifar arroz; colher amêndoa e azeitona. No crescente da Lua continuar a semear (centeio e cevada, nas terras quentes) e a plantar (com as primeiras chuvas) os morangueiros, regando bem até pegarem. Na Horta. Semear ao ar livre e local definitivo: acelgas, agriões, alface, alho-porro, cebola, cenoura, chicória, favas, feijão, nabos, rabanetes, repolho, salsa, tomate. Colher os feijões e colocar de lado as cebolas maiores para a produção de semente. No Jardim. Semear: amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, e as que florescerão na Primavera. Plantar jacintos e tulipas.
quinta-feira, setembro 22, 2005
em mistura de cores
miosotis aspestris (não me esqueças)
(altura 25 a 30 cm)
Planta anã para canteiros de lindas flores azuis e prolongada floração em lugares húmidos e sombrios.
Semeia-se em viveiro ou em lugar definitivo de Agosto a Outubro para floração na Primavera.
perpétuas dobradas, flores também conhecidas como sempre-vivas, imortais, flores de papel ou flores de palha, muito apreciadas para ramos e também para jardins.
Semeiam-se de Março a Junho e de Agosto a Outubro, em alfobre.
margaridas dobradas, lindas flores rasteiras, especialmente indicadas para canteiros. De flores pequenas dobradas mas de abundante e prolongada floração no Inverno e Primavera.
amores perfeitos, plantas muito conhecidas e muito apreciadas pela beleza incomparável das suas flores. De coloridos vivos e muito variados, de abundante e prolongada floração, são aconselhados para jardins, varandas e floreiras. Semeiam-se em alfobre de Julho a Outubro e também na Primavera.
ervilha de cheiro é uma planta trepadeira de 1,5 a 2 metros, muito ornamental, cobrindo-se de lindíssimas flores nas mais variadas cores e muito aromáticas. É vistosa nos jardins e muito utilizada como flor de corte. Semeia-se de Setembro a Março, em lugar definitivo.
Rua Sá da Bandeira, 304 * 4000-429 Porto
Tel. 22.332 02 68
Horário: segunda a sexta 09.00-12.30/ 14.30-19.00 e sábado 09.00-12.30
e o resto é paisagem...

Sugestões para o fim-de-semana? Seguir a estrada que leva ao Sul para participar no festival "Escrita na Paisagem". O Alentejo em mapa de sons, imagens, memórias e ficções. Até 30 de Setembro.
terça-feira, setembro 13, 2005
até já

A contra gosto, por motivos profissionais, ausento-me da blogosfera até ao início da próxima semana .

