quarta-feira, outubro 12, 2005

o floricultor fotógrafo


Aurélio Paz dos Reis (Col. Cinemateca Portuguesa)
Há mais de um dia que ando fascinada com a descoberta: Aurélio Paz dos Reis (Porto, 1862 - id 1931), pioneiro do cinema em Portugal, fotógrafo, republicano convicto, era também floricultor. Em 1893, na Praça D. Pedro (a actual Praça da Liberdade), abriu ao público a sua "Flora Portuense". Na loja de floricultura, a par dos produtos hortícolas e flores, das plantas e sementes, Aurélio vendia também máquinas fotográficas, jornais, livros e revistas da especialidade. Da combinação destas duas paixões, resultou esta fotografia de uma dália indiana premiada num concurso do Palácio de Cristal. E ainda muitas estereografias* , uma das quais apresenta a família de Paz dos Reis num ambiente naturalista e bucólico.
* estereografia - imagens duplas captadas com máquinas de lentes gémeas; quando visualizadas através de um estereoscópio, produz-se um efeito tridimensional.

domingo, outubro 09, 2005

escolher bolbos



Está na hora de escolher os bolbos das flores da Primavera! E se há altura que me deixa feliz é esta, porque fico horas a imaginar as misturas de cores, as combinações de tamanhos e as texturas das plantas que resultarão daí. Os bolbos de tulipas, jacintos, narcisos (amarelos e brancos) e iris aguardam o regresso à terra dentro de bolsas feitas com collants (há que reciclar!!) que estão penduradas no tecto da carvoeira (um anexo do jardim que, como o nome indica, servia para guardar o carvão e ainda o papel que se ia pondo de lado. Todas as semanas, o "Manuel do Saco" vinha levantar o papel para a "farrapeira"). Como não sei a cor dos bolbos de tulipas holandesas (obrigada, LM!), vou ter algumas surpresas lá pelo meio também.
Na terra, desde o ano passado, ficaram os bolbos das anémonas, dos ranúnculos, dos crocos, das campaínhas e das minhas favoritas frésias. Talvez reforce alguns canteiros com a compra de novos bolbos destes.

como escolher bolbos
Por uma questão de maior confiança, costumo comprar sempre os bolbos a granel numa loja de sementes (normalmente, no Alípio). Para além de os poder escolher um a um, tenho a certeza que são de qualidade e acabadinhos de chegar.
Escolho os maiores (os pequenos nem sempre florescem; podem, no entanto, florescer no ano seguinte), os mais rijos, de casca intacta e aqueles que não apresentem manchas, riscas ou podridão.
Os bolbos que tenham já rebentado são de evitar. No entanto, quando se deixa a compra de bolbos para tarde, é natural que isso aconteça. Nesse caso, devem escolher-se os que tiverem os rebentos mais pequenos.

quarta-feira, outubro 05, 2005

nas nuvens



Sempre gostei de conhecer o mundo imenso que se esconde dentro das palavras. Quando fui estudar para o Reino Unido, aprendi que os genericamente apelidados por cá de indianos se diferenciam entre si consoante a sua língua-mãe, que há muitas expressões para nomear uma e que há imensas variedades de batatas (para além da nossa classificação "branca" e "vermelha").
Recentemente, descobri que podemos ser ainda mais precisos quando falamos de nuvens.

(mais tipos de nuvens)

terça-feira, outubro 04, 2005

o nome dos ventos

Não resisto a colocar um link para o post sobre ventos d' Um amador da Natureza.

segunda-feira, outubro 03, 2005

o vegetal como vocábulo da arquitectura



Com tanta animação astrofísica, a comemoração do Dia Mundial da Arquitectura ... eclipsou-se!
Para que não passe despercebido, apresento-vos um dos meus projectos preferidos que comprova uma relação mais íntima entre arquitectura e o universo vegetal.
À partida, estas duas noções podem parecer antagónicas: se a primeira se revê mais facilmente no mundo mineral, a segunda remete para ideia de organismo vivo, instável e frágil. No entanto, a utilização de vegetação na arquitectura multiplicou nos últimos anos, assumindo funções de estrutura, revestimento ou filtro.
Um dos projectos mais interessantes nesta área é o muro vegetal da Fundação Cartier (Paris), projectado pelo botânico Patrick Blanc para o arquitecto Jean Nouvel.
Investigador no laboratório de Biologia vegetal tropical do CNRS , Patrick Blanc especializou-se no estudo da adaptação das plantas ao meio, particularmente as que vivem sob condições extremas (como as que crescem nas florestas tropicais).
A partir da observação das plantas na natureza, elaborou um sistema de cultura vertical de plantas, sem terra. A sua referência é a vegetação que cresce nos troncos de árvores e rochedos das florestas húmidas. Filodendros e antúrios são dispostos numa superfície de feltro hortícola e desenvolvem a sua folhagem em jardim suspenso.
Para além desta intervenção sobre a arquitectura de vidro de Jean Nouvel, Patrick Blanc realizou muros vegetais em Chaumont-sur-Loire, no Hotel Pershing Hall e no Museu do Quai Branly, entre outros.

domingo, outubro 02, 2005

água leva o regador



Como a chuva não vem, há que continuar a regar o jardim. Não esquecendo que a poupança de água é, e será, sempre obrigatória!
Acertar com a quantidade certa de água para cada tipo de planta (sem a matar à sede ou encharcar) é um exercício de rigor que distingue um bom de um mau jardineiro.
Na EP[S] de 11 de setembro de 2005, Pilar Gómez-Centurión ensina-nos um dos segredos mais importantes da jardinagem: a rega.

(dic. - césped = relvado; macetas = floreiras)

quarta-feira, setembro 28, 2005

percursos [na paisagem]


01-02 Out - Parque de Serralves
16h00, 18h00

Percursos sonoros e gestuais coreografados para o parque de Serralves por Akio Suzuki e Kunko Wada.

terça-feira, setembro 27, 2005

consociações


Chelsea Flower Show 2005

Embora não esteja ainda totalmente comprovado cientificamente, há quem defenda que há combinações de certas plantas (plantas companheiras) que estimulam o seu crescimento através da competição ou complementação que estabelecem entre si. Segundo a ficha dedicada ao tema pela Horta da Formiga, as consociações ajudam no combate às pragas e às ervas infestantes e promovem uma melhor utilização dos nutrientes do solo. Combinadas com a prática da rotação de culturas, as consociações poderão ainda estimular a produtividade.
A tabela das consociações favoráveis e desfavoráveis pode ser descarregada a partir da página Downloads.

aromas à janela



Como preparar um tabuleiro com ervas aromáticas:

- escolher as ervas* de acordo com a orientação da janela e agrupá-las consoante as suas necessidades de luz e humidade:

Alecrim (rosmarinus officinalis) - local soalheiro e abrigado; solo bem drenado e leve
Cebolinho (allium schoenoprasum) - ao sol ou sombra parcial; solo bem drenado e fértil
Coentro (coriandrum sativum) - ao sol, abrigado; solo bem drenado e fértil
Estragão (artemisia dracunculus) - ao sol, abrigado; solo bem drenado e seco
Hortelãs (espécies de mentha) - meia-sombra; solo rico e húmido
Manjericão (ocimum basilicum) - bem exposto ao sol e abrigado; solo leve e rico
Oregão (origanum vulgare) - local soalheiro, abrigado e quente; solo bem drenado, fértil e de preferência calcário
Salsa (petroselinum crispum) - local arejado durante o Verão e Outono e abrigado junto a uma parede virada a sul no Inverno; solo fundo, fresco e rico
Tomilho (thymus vulgaris) - local soalheiro; solo bem drenado

- colocar o conjunto de vasos sobre uma camada de gravilha ou cascalho num tabuleiro pouco profundo;
- manter a gravilha mais ou menos húmida, segundo as necessidades de água do conjunto de ervas;
- proteger as plantas das correntes de ar.


* Cantinho das Aromáticas
Quinta do Paço - Rua do Meiral, 508
4400-501 Canidelo - Vila Nova de Gaia
Tel/Fax: 22 77 10 301
Horário de Outono: Segunda a Sexta, das 9,30-12,00 e das 14,30-17,30.
Reabre aos sábados a partir de 01 de Outubro.

segunda-feira, setembro 26, 2005

reciclar galochas



A Marie Claire Idées deste mês sugere aos jardineiros/as mais vaidosos/as alguns modelos personalizados de galochas, feitos a partir da reciclagem de vários materiais.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo:
- sapatilhas: a sola, os pespontos e os atacadores são pintados com tinta acrílica e fixados com verniz mate.
- bússola: aplicações em feltro coladas com cola para borracha.
- bolas: círculos em tecidos diversos colados com verniz-cola e sola pintada com tinta acrílica.
- gola alta: mangas de camisolas e perneiras de lã recicladas e apliques de flores em feltro ou croché.
- flores: aplicações de guardanapos de papel fixados com verniz-cola, avivados com tinta acrílica.
- liberty: borda dupla em tecido de flores (liberty), colado no interior das galochas e sola pintada com tinta acrílica.

domingo, setembro 25, 2005

recolher e armazenar sementes



Hoje de manhã, recolhi finalmente as sementes de calêndulas que formam a sebe em torno da horta. As sementes encontram-se nas flores secas (as "perninhas de polvo" que tenho na mão e o seu envólucro, que também se deve guardar). Devem ser recolhidas no final do Verão/começo do Outono, quando as sementes já estão secas. Assim, evita-se uma ressementeira natural invasora.

recolher e armazenar sementes
Recolher e armazenar sementes pode representar uma poupança considerável no orçamento anual de qualquer jardim. Desde que as sementes não provenham de uma planta doente ou de um híbrido, sejam colhidas na altura certa e armazenadas nas melhores condições, as probabilidades de se conseguir replicar as plantas do nosso jardim são elevadas.
Eis algumas regras simples a observar:
- a proveniência da planta deve ser conhecida, uma vez que as sementes das plantas híbridas não devem ser recolhidas.
- as sementes devem ser colhidas num dia seco e soalheiro, para que estejam completamente secas.
- o momento ideal é o início da queda espontânea da semente, do destacamento da planta-mãe ou quando o seu envólucro ficar seco e mudar de cor (normalmente, de verde para castanho).
- o produto da recolha deve ser guardado em envelopes ou sacos de papel, individualizados e etiquetados. Se necessário, deve-se deixar secar melhor a semente em local seco e escuro. No caso das cápsulas de sementes (ex. papoila), devem ser colocadas num recipiente forrado de papel em local quente e soalheiro.
- a separação da semente da planta pode ser feita à mão, recorrendo a uma peneira ou coador para uma separação mais eficaz.
- a extração da semente de alguns frutos ou bagas obtem-se por lavagem e maceração do fruto sobre uma peneira. Em alguns casos, a semente deve ser posta de molho durante 3 a 4 dias para retirar a polpa que envolve as sementes. Estas ficarão depositadas no fundo do recipiente enquanto que a polpa flutuará. O excesso de humidade desaparecerá após alguns dias (7-10) de secagem sobre papel de cozinha, em ambiente ventilado e seco.
- o armazenamento pode ser feito em envelopes de papel vegetal fechados mantidos num ambiente seco, ou numa caixa estanque no frigorífico.
- o excesso de humidade pode ser controlado se for colocada uma "boneca" de gaze com sílica-gel (ou areia para gato sem cheiro) junto dos envelopes de sementes.
- não esquecer de etiquetar.

sábado, setembro 24, 2005

borda d' água


A edição d' O Verdadeiro Almanaque Borda d' Água para 2006 já está disponível.

Tarefas a executar na agricultura e jardinagem em Setembro (2005) : Vindimar. Estercar as terras, no minguante da Lua, para as sementeiras; reduzir as regas; ceifar arroz; colher amêndoa e azeitona. No crescente da Lua continuar a semear (centeio e cevada, nas terras quentes) e a plantar (com as primeiras chuvas) os morangueiros, regando bem até pegarem. Na Horta. Semear ao ar livre e local definitivo: acelgas, agriões, alface, alho-porro, cebola, cenoura, chicória, favas, feijão, nabos, rabanetes, repolho, salsa, tomate. Colher os feijões e colocar de lado as cebolas maiores para a produção de semente. No Jardim. Semear: amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, e as que florescerão na Primavera. Plantar jacintos e tulipas.

quinta-feira, setembro 22, 2005

em mistura de cores

No Dia Europeu sem Carros, fui comemorar a minha condição de pedestre à Baixa. O fim de tarde no quarteirão do Bolhão está exactamente como eu esperava: gente apressada a descer Sá da Bandeira com vontade de chegar a casa, as montras das mercearias e os seus montinhos de chás e especiarias (exercício preferido: entrar em cada uma delas e simplesmente respirar fundo) e ... a Casa Hortícola. A colorir aquela esquina do Mercado desde 1921, vende os pacotes de sementes mais bonitos do Porto:

miosotis aspestris (não me esqueças)
(altura 25 a 30 cm)
Planta anã para canteiros de lindas flores azuis e prolongada floração em lugares húmidos e sombrios.
Semeia-se em viveiro ou em lugar definitivo de Agosto a Outubro para floração na Primavera.

perpétuas dobradas, flores também conhecidas como sempre-vivas, imortais, flores de papel ou flores de palha, muito apreciadas para ramos e também para jardins.
Semeiam-se de Março a Junho e de Agosto a Outubro, em alfobre.

margaridas dobradas, lindas flores rasteiras, especialmente indicadas para canteiros. De flores pequenas dobradas mas de abundante e prolongada floração no Inverno e Primavera.
Semeiam-se de Julho a Outubro, em alfobre.

amores perfeitos, plantas muito conhecidas e muito apreciadas pela beleza incomparável das suas flores. De coloridos vivos e muito variados, de abundante e prolongada floração, são aconselhados para jardins, varandas e floreiras. Semeiam-se em alfobre de Julho a Outubro e também na Primavera.

ervilha de cheiro é uma planta trepadeira de 1,5 a 2 metros, muito ornamental, cobrindo-se de lindíssimas flores nas mais variadas cores e muito aromáticas. É vistosa nos jardins e muito utilizada como flor de corte. Semeia-se de Setembro a Março, em lugar definitivo.

Casa Hortícola
Rua Sá da Bandeira, 304 *
4000-429 Porto
Tel. 22.332 02 68
Horário: segunda a sexta 09.00-12.30/ 14.30-19.00 e sábado 09.00-12.30


e o resto é paisagem...



Sugestões para o fim-de-semana? Seguir a estrada que leva ao Sul para participar no festival "Escrita na Paisagem". O Alentejo em mapa de sons, imagens, memórias e ficções. Até 30 de Setembro.

terça-feira, setembro 13, 2005

até já


A contra gosto, por motivos profissionais, ausento-me da blogosfera até ao início da próxima semana .
Não sem antes partilhar a descoberta de uma revista que dá gosto ver e que nos revela a floresta através das palavras de escritores, olhares de fotógrafos, saberes de botânicos, sons de músicos … O sumário da última edição da Fôrets magazine está aqui.

quinta-feira, setembro 08, 2005

compostor urbano


Tchan tchan tchan: com fotos e tudo, eis o compostor ideal para compostar à varanda.
(actualização-22.09.2005)
Sobre esta questão, ler também no Bioterra e Quinta do Sargaçal.

terça-feira, setembro 06, 2005

cursos horta da formiga


Abriram as inscrições para os cursos da Horta da Formiga: compostagem, agricultura biológica, ervas aromáticas e medicinais e até ... apicultura. Toca a inscrever!!!

domingo, setembro 04, 2005

green hot susi peppers


Hoje, ao almoço, ir à horta buscar pimentos. Lavar, partir a meio, tirar o caule e as pevides. Assar na brasa. Depois de bem assados (= quase pretos), meter imediatamente num saco plástico e atar bem. Preparar o molho com azeite, um bocadinho de sal, uma colher de café de mostarda (com grãos) e uma boa dose de coentros picados. Misturar tudo muito bem . Desatar o saco, retirar os pimentos e destacar a pele (com o vapor sai com facilidade).
Cortar em tiras e envolver no molho. Mham ... comer. *: )

mãos à terra!


Há uns dias atrás, comprei dois pés de morangueiro no horto do costume. Quando os fui regar, encontrei-os presos a um torrão "encolhido" e ressequido de turfa, o que não me pareceu ser muito saudável para as raízes. Decidida a investigar sobre o assunto, encontrei informação suficiente para perceber que o uso de turfa tem consequências bem mais nefastas do que pensava.
O uso intensivo de turfa pelos viveiristas e jardineiros amadores deve ter começado em meados do século passado. Os extractores e comerciantes de turfa convenceram-nos de que se tratava do substrato ideal: embora pobre em nutrientes, a turfa era leve, conservava bem a água e o adubo e melhorava a estrutura da terra.
Formada por productos de origem vegetal em decomposição (musgos, árvores, juncos), a turfa encontra-se no seu estado natural em diversas zonas do planeta (da Europa à Indonésia ou Alasca). Cerca de 5-8% da superfície da Terra é constituida por turfeiras e 60% das turfeiras tropicais do mundo situa-se no Sudoeste Asiático. Nestes pântanos, as turfeiras cumprem uma função ecológica importante: nos períodos das chuvas, constituem um mecanismo de controle natural das inundações, actuando como esponjas que absorvem o excedente de água da chuva e dos rios; nas estações de seca, libertam as fontes de água necessárias.
Para além disso, as turfeiras servem de habitat a uma diversidade de flora e fauna selvagens (plantas carnívoras, por exemplo, e pássaros e invertebrados) e, quando situadas no litoral, protegem as terras contra a introsão de água salgada do mar.
Os apaixonados por arqueologia conhecem ainda a sua capacidade de conservação e "arquivo" de materiais arqueológicos, antropológicos e de história natural (por exemplo, madeiras carbonizadas e pólens, de grande utilidade para a datação).
O mais importante de tudo é que as turfeiras protegem a terra do aquecimento global e do efeito-estufa, absorvendo o dióxido de carbono e retendo-o.
Mas a extracção da turfa para fins comerciais aumentou drasticamente nas últimas décadas, provocando a dessecação das turfeiras. Quando seca, a turfa decompõe-se e liberta de novo o dióxido de carbono para a atmosfera. Para além disso, aumenta o risco de colapso do solo e torna-se altamente inflamável (sob condições geológicas adequadas, a turfa transforma-se mesmo em carvão). No Reino Unido, por exemplo, são vendidos 2,5 milhões de m3 de turfa todos os anos! Como o processo de reposição e recuperação das camadas de turfa é muito lento, imaginem a quantidade de hectares de turfeira destruídos.
O que fazer então? A resposta é óbvia: recusar o uso de turfa nos nossos jardins e vasos e protestar sempre que um horto nos tenta impingí-la. Voltar atrás, ao tempo em que se usava composto misturado com terra.
Um jardineiro que ia a casa dos meus Avós respondia com um "Mãos à terra, menina! Mãos à terra!" sempre que eu o bombardeava com perguntas sobre os "mistérios insondáveis" da jardinagem. Jardi-Mário, estou a seguir o seu conselho!

sexta-feira, setembro 02, 2005

a ler

um levantamento dos projectos de hortas sociais na margem sul do Tejo. No a-sul.