!!!
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
domingo, fevereiro 20, 2005
uma papoila crescia crescia

"Uma papoila crescia, crescia, grito vermelho num campo qualquer. Como ela somos livres, somos livres de crescer".
Hoje é dia de eleições!
papaver
as papoilas são flores campestres, delicadas (a flor dura pouco tempo, as suas pétalas sáo finíssimas), que ficam bem em qualquer canteiro. Além das famosas papoiolas vermelhas, podemos encontrar ainda brancas, laranja, rosa ou amarelas. Autopropagam-se facilmente.
A papaver orientale (a minha preferida) é uma vivaz, que cresce em tufos e floresce da Primavera até meados do Verão. As suas flores têm um diâmetro acima da média. No final do Verão, às flores sucedem as cápsulas de sementes que se podem guardar até à Primavera seguinte.
Devem ser cultivadas em solo fértil, com boa drenagem, ao sol. Na Primavera, podem ser semeadas em local abrigado e, depois, transplantadas. A parte aérea das papaver orientale deve ser cortada após a floração para forçar o aparecimento de novas flores no Verão.
sábado, fevereiro 19, 2005
sábado à tarde

Estava uma tarde tão simpática que não resisti a adiar os trabalhos do mestrado. Para lá do muro, o meu vizinho entretinha-se nas podas. Trocamos lamúrias acerca do tempo que está a deixar "baralhadas" as plantas. Passamos de lá para cá e de cá para lá as sementes de sobra de cada um: tomate coração de boi para ele, penca da Póvoa para mim. Riu-se imenso com os nomes dos outros legumes que semeei em alfobre: pastinaca, aipo, tomate-cereja. "Ó menina, deixe-se disso! Plante mas é uns cebolos, umas ricas pencas... Olha agora, legumes da terra dos bifes"! Tive de guardar para mim a minha devoção pela sopa de pastinacas com maçãs e gengibre. Descobri-a na cantina da Universidade e aqueceu-me no inverno inglês do ano passado. Deliciosa!
Transplantei os ranúnculos para um canteiro que já tinha estrumado há uma semana. Descobri um estrume sem cheiro na Jardiland (não consigo resistir a estas "modernices"). Plantei begónias e semeei zínias e sécias (Princesa!). Preparei um alfobre em mini-estufas para as mui delicadas e sensíveis violas brancas e "olho-de-tigre" que ando a tentar criar há imenso tempo. Desta vez, seguirei à risca as indicações do produtor das sementes.
Mondei os canteiros previamente regados. A terra deve estar boa porque as urtigas voltaram a aparecer em força. Sachei entre as roseiras, preparando a terra para receber um adubo biológico à base de sangue bovino. Achei que esta informação poderia interessar ao meu vizinho, uma vez que ele é o dono do talho do largo. "Então não sei? Como é que pensa que eu adubo os meus vasos?" E deu-me a receita para as suas plantas vistosas: pôr uma cabeça de boi de molho em água e regar com esse preparado no dia seguinte! Pois ...
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
ainda as peónias
Tenho a certeza que são peónias, e não peonias como já ouvi alguém chamar. É um nome que faz parte do meu imaginário de infância, de tanto ouvir a minha Avó dizê-lo. Acho que, a par das rosas, eram as flores preferidas dela.
Apesar disso, nunca tivemos peónias no jardim. Restava-me imaginá-las, gordas e imponentes, a decorar um chapéu de palha de uma senhora igualmente anafada, corada e bem disposta.
Cultivar peónias
Plantar - as peónias devem ser plantadas em solo fértil e húmido, com boa drenagem, ao qual se deve adicionar composto antes de plantar. Preferem sol directo, embora também se possam desenvolver em sombra parcial. Gostam de crescer ao abrigo dos ventos frios e secos. As suas raízes não podem ser plantadas a mais de 2 cm de profundidade.
Adubar - se o solo tiver sido bem fertilizado na altura da plantação, pode não haver necessidade de adubar durante anos. No entanto, na falta de nutrientes, aplicar um punhado de composto no inverno e regar.
Transplantar - ao contrário do escrito em alguns livros de jardinagem, há quem defenda que as peónias podem mesmo ser transplantadas. Especialmente se os seus tubérculos não tiverem sido ainda divididos.
Cortar - estacas de raiz no Inverno ou dividir os tubérculos no Outono ou no início da Primavera. As estacas semilenhosas das peónias arbustivas podem ser cortadas no Verão.
Podar - as hastes das peónias arbustivas que deram flor no ano anterior e os ramos velhos devem ser podados para fomentar a emissão de novos lançamentos.
Tratar - as peónias podem sofrer de murchidão-das peónias, uma doença causada por um fungo que torna os caules negros e flácidos (manchas castanhas ou cinzentas). Nesse caso, cortes os caules até à parte saudável, mesmo que subterrânea, e aplique um fungicida.
Se a peónia não florir - a falta de floração pode dever-se a três situações:
- foi plantada muito fundo. A solução é retirar o tubérculo da terra no Outono e voltar a plantá-la correctamente.
- se os botões estiverem secos, a planta não foi suficientemente regada durante a época de crescimento, na Primavera.
- muita sombra, o que pode provocar a secura dos botões.
Apesar disso, nunca tivemos peónias no jardim. Restava-me imaginá-las, gordas e imponentes, a decorar um chapéu de palha de uma senhora igualmente anafada, corada e bem disposta.
Cultivar peónias
Plantar - as peónias devem ser plantadas em solo fértil e húmido, com boa drenagem, ao qual se deve adicionar composto antes de plantar. Preferem sol directo, embora também se possam desenvolver em sombra parcial. Gostam de crescer ao abrigo dos ventos frios e secos. As suas raízes não podem ser plantadas a mais de 2 cm de profundidade.
Adubar - se o solo tiver sido bem fertilizado na altura da plantação, pode não haver necessidade de adubar durante anos. No entanto, na falta de nutrientes, aplicar um punhado de composto no inverno e regar.
Transplantar - ao contrário do escrito em alguns livros de jardinagem, há quem defenda que as peónias podem mesmo ser transplantadas. Especialmente se os seus tubérculos não tiverem sido ainda divididos.
Cortar - estacas de raiz no Inverno ou dividir os tubérculos no Outono ou no início da Primavera. As estacas semilenhosas das peónias arbustivas podem ser cortadas no Verão.
Podar - as hastes das peónias arbustivas que deram flor no ano anterior e os ramos velhos devem ser podados para fomentar a emissão de novos lançamentos.
Tratar - as peónias podem sofrer de murchidão-das peónias, uma doença causada por um fungo que torna os caules negros e flácidos (manchas castanhas ou cinzentas). Nesse caso, cortes os caules até à parte saudável, mesmo que subterrânea, e aplique um fungicida.
Se a peónia não florir - a falta de floração pode dever-se a três situações:
- foi plantada muito fundo. A solução é retirar o tubérculo da terra no Outono e voltar a plantá-la correctamente.
- se os botões estiverem secos, a planta não foi suficientemente regada durante a época de crescimento, na Primavera.
- muita sombra, o que pode provocar a secura dos botões.
sábado, fevereiro 05, 2005
urtica dioica

Acabei de ver na Blue Living deste mês um artigo sobre as urtigas no qual se recuperam imensas utilizações. Fiquei também a saber que as urtigas "picam" por acção de "um verdadeiro cocktail químico, rico em histamina, formiato de sódio, serotonina e acetilcolina, que está contido sobre pressão na base dos pêlos. Estes pêlos, também chamados dardos, estão impregnados de sílica, e quebram-se como autênticos vidros quando entram em contacto com a nossa epiderme, libertando o líquido urticante. A histamina é, então, a responsável pela sensação de queimadura". Explicado.
Para além das propriedades fertilizantes da sua infusão, rica em azoto, potássio, cálcio e magnésio, as urtigas (depois de arrancadas pela raiz!!) podem ser úteis nas hortas e jardins: a mesma infusão diluída é um potente insecticida biológico (contra pulgões, por exemplo) e, acrescentadas ao composto, aceleram a sua fermentação.
As suas folhas são deliciosas quando cozinhadas. Devem-se escolher as folhas mais jovens das urtigas sem flor. As folhas devem ser arrancadas dos caules e lavadas em três águas.
O seu uso culinário é praticamente o mesmo do espinafre. Em Itália, as urtigas substituem-no muitas vezes na preparação de massa fresca:
taglietelle con le ortiche
(taglietelle fresco com urtigas)
Lave cuidadosamente as folhas tenrinhas de 2 kg de urtigas em água fria. Branqueie-as em água a ferver com sal durante 1 minuto (até amolecerem). Escorra bem, expremendo bem o excesso de água. Forme 3/4 bolas do tamanho de um ovo. Coloque o resto das urtigas de parte. Deixe arrefecer.
Peneire 350 gr da farinha mais fina (semolina), com 300 gr de farinha tipo "00" para dentro de uma taça e junte sal e pimenta, 3 ovos, 10 gemas de ovo e as bolas de urtigas. Bata a massa (na batedeira ou à mão) até estar macia e de um verde brilhante; no caso de estar pegajosa, junte um pouquinho mais de farinha. Prepare a mesa de trabalho, pulverizando-a com farinha. Parta a massa em 2 partes e amasse-as com ambas as mãos durante 3-4 min. Embrulhe cada uma das partes de massa em glad e coloque no frigorífico durante pelo menos 1 hora.
Corte a massa em taglietelle (o melhor é cortar na máquina para fazer massa) e coza-a com as restantes urtigas em água abundante com sal, durante 1 minuto. Verifique a cozedura e, uma vez al dente, escorra e guarde 3-4 colheres de sopa da água da massa. Deite essa água numa tigela para massa (aquecida), adicione 150 gr de manteiga sem sal amolecida, sal e pimenta e finalmente a massa e as urtigas. Misture cuidadosamente e sirva imediatamente em porções individuais polvilhadas com parmesão ralado na hora.
(trad. de "River Cafe Cookbook Green", de Rose Gray e Ruth Rogers)
Se não estiver para "arriscar" tantos ovos nesta experiência, o esparregado é outra hipótese.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
a horta da primavera
Ontem semeei favas, ervilhas, nabos e rabanetes. Um pouco tarde, mas decidi tentar a minha sorte.

Durante as férias de Carnaval, vou aplicar composto no terreno e prepará-lo para receber os rebentos quando for a altura de os transplantar. Re-aprendi a fazer composto, no ano passado, num curso na Horta da Formiga. Afinal, a compostagem era um hábito que eu já conhecia bem. Em casa dos meus avós, era costume depositar as folhas velhas das saladas, as cascas das batatas, da fruta e dos ovos num cantinho ao fundo do jardim. Eu achava aquilo medonho porque sabia que nas imediações dessa pilha a presença de minhocas gorrrrrdas era quase certa. Apesar de ser em plena cidade, gestos como estes de vaga reminiscência rural eram habituais: picar os troncos das couves para as galinhas, ferver as urtigas para fazer chá para "adubar" , plantar cravos túnicos no meio das roseiras para afastar as pragas eram algumas das actividades em que eu me lembro de participar.
Hábitos antigos, práticas biológicas que as cidades parecem descobrir agora.

Durante as férias de Carnaval, vou aplicar composto no terreno e prepará-lo para receber os rebentos quando for a altura de os transplantar. Re-aprendi a fazer composto, no ano passado, num curso na Horta da Formiga. Afinal, a compostagem era um hábito que eu já conhecia bem. Em casa dos meus avós, era costume depositar as folhas velhas das saladas, as cascas das batatas, da fruta e dos ovos num cantinho ao fundo do jardim. Eu achava aquilo medonho porque sabia que nas imediações dessa pilha a presença de minhocas gorrrrrdas era quase certa. Apesar de ser em plena cidade, gestos como estes de vaga reminiscência rural eram habituais: picar os troncos das couves para as galinhas, ferver as urtigas para fazer chá para "adubar" , plantar cravos túnicos no meio das roseiras para afastar as pragas eram algumas das actividades em que eu me lembro de participar.
Hábitos antigos, práticas biológicas que as cidades parecem descobrir agora.
chegaram as peónias!

Fizeram-me correr várias vezes para a Baixa, mas agora é certo: chegaram as peónias ao Alípio Dias. Vieram seis variedades diferentes e a fabulosa Sarah Bernhardt é uma delas.
Verdadeiras(os) aficionadas(os) devem consultar o site dos viveiros da Claire Austin.
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
segunda-feira, janeiro 10, 2005
paradise haunts gardens and it haunts mine (derek jarman)
jardim de derek jarman (prospects cottage. dungeness. kent. uk)
derek jarman em prospects cottage.
Derek Jarman (1942 - 1994), um dos mais importantes realizadores independentes da sua geração, foi também um prestigiado artista e escritor. A sua criatividade revelou-se através de diversas formas artísticas, como a cenografia e ... a jardinagem.
Jarman foi um aficionado da jardinagem desde criança. No seu jardim de Prospects Cottage, em Dungeness (Reino Unido), combinou sentido artístico com a sua experiência de horticultor e as suas convicções ecológicas. Transformou esse local adverso e inóspito, próximo da central nuclear de Dungeness, num jardim-paraíso onde as plantas autóctones se misturam com esculturas feitas de conchas, pedras, velhas alfaias e objectos encontrados por Jarman.
Este jardim é a alegoria de uma nova natureza e de um novo Jarman que poderá ser descoberto nos textos e filmes que produziu nos últimos anos de vida, no seu exílio em Kent: aberto, exposto, vulnerável e belo.
domingo, janeiro 09, 2005
tesouras de poda manuais
Há muitos tamanhos, tipos e modelos de tesouras de poda.
Segundo o tamanho, podem dividir-se em:
* de (uma) mão: só é necessária uma mão para as usar; servem para cortar ramos finos (até 2,5 cm de diâmetro). Existem diversos tamanhos adequados ao tamanho de cada mão (1)
* de duas mãos: são necessárias as duas mão para as usar; podem cortar ramos até 4-5 cm. (2, 4, 5)
Segundo o tipo de corte, podem ser :
* de duas lâminas.
* de golpe: uma parte corta, a outra fixa (5)
* de by-pass: uma parte corta e cruza sobre a parte fixa (1 e 4)
sábado, janeiro 08, 2005
a poda de roseiras
A primeira poda das roseiras deve ser efectuada no final do inverno, quando a época das grandes geadas já tiver passado.
Nos anos seguintes, dever-se-ão podar as variedades trepadeiras no final do inverno, e após a floração no caso das não-trepadeiras.
* cortar sempre com uma tesoura de podar 1 cm acima do olho, em bisel (4)
certo errado errado errado
* eliminar os ramos mortos e os ladrões.
* eliminar os pequenos ramos menos vigorosos.
* eliminar os ramos que estiverem a roçar noutros mais bem colocados.
* eliminar os ramos menos correctos.
as moitas de roseiras
·no primeiro ano, podar para que fiquem com cerca de 10-15 cm, para que nasçam uns rebentos vigorosos.
·nos anos seguintes, podar a cerca de 12-20 cm do solo.
·conservar 4 ou 5 ramos. Tendo em conta o seu vigor, deixar ficar entre 2 a 5 olhos nesses ramos (quanto mais vigorosa for a roseira, menos será necessário encurtá-la).
·cortar de preferência acima de um olho virado para fora de forma a desocupar o centro (5-1º ano/2º ano ).
as roseiras trepadeiras
* no 1º ano, podar muito pouco as roseiras trepadeiras com flores de grandes dimensões, no fim do Inverno.
* nos anos seguintes, eliminar rente ao pé da roseira os ramos com mais de um ano, com casca cinzenta ou castanha. Se tiver nascido um rebento forte num ramo velho, cortar o ramo logo acima do novo rebento (6).
as roseiras arbustos
· podar no primeiro ano para evitar um desenvolvimento demasiado rápido dos ramos.
· nos anos seguintes, contentar-se com uma limpeza normal.
· cortar todos os restantes rebentos para cerca de metade do seu comprimento.
· prestar atenção para manter uma forma harmoniosa (7).
(adapt. Mestre Maco)
Nos anos seguintes, dever-se-ão podar as variedades trepadeiras no final do inverno, e após a floração no caso das não-trepadeiras.
* cortar sempre com uma tesoura de podar 1 cm acima do olho, em bisel (4)
certo errado errado errado
* eliminar os ramos mortos e os ladrões.
* eliminar os pequenos ramos menos vigorosos.
* eliminar os ramos que estiverem a roçar noutros mais bem colocados.
* eliminar os ramos menos correctos.
as moitas de roseiras
·no primeiro ano, podar para que fiquem com cerca de 10-15 cm, para que nasçam uns rebentos vigorosos.
·nos anos seguintes, podar a cerca de 12-20 cm do solo.
·conservar 4 ou 5 ramos. Tendo em conta o seu vigor, deixar ficar entre 2 a 5 olhos nesses ramos (quanto mais vigorosa for a roseira, menos será necessário encurtá-la).
·cortar de preferência acima de um olho virado para fora de forma a desocupar o centro (5-1º ano/2º ano ).
as roseiras trepadeiras
* no 1º ano, podar muito pouco as roseiras trepadeiras com flores de grandes dimensões, no fim do Inverno.
* nos anos seguintes, eliminar rente ao pé da roseira os ramos com mais de um ano, com casca cinzenta ou castanha. Se tiver nascido um rebento forte num ramo velho, cortar o ramo logo acima do novo rebento (6).
as roseiras arbustos
· podar no primeiro ano para evitar um desenvolvimento demasiado rápido dos ramos.
· nos anos seguintes, contentar-se com uma limpeza normal.
· cortar todos os restantes rebentos para cerca de metade do seu comprimento.
· prestar atenção para manter uma forma harmoniosa (7).
(adapt. Mestre Maco)
sexta-feira, janeiro 07, 2005
plantar roseiras
As roseiras, recebidas em caixas ou em vaso podem ser plantadas durante todo o ano. Plantar as roseiras com raízes nuas desde o fim de Outubro (período ideal) até meados de Abril.
Não plantar em períodos de gelo ou se a terra estiver demasiado molhada.
onde
* escolher um local bem exposto ao sol, abrigado do vento e não muito húmido. Evitar os locais francamente expostos a Norte ou Sul.
como
* fazer um buraco suficientemente grande e profundo; as raízes devem caber facilmente.
* desfazer os torrões de terra até 30 cm de profundidade. Adicionar um composto de estrume ou adubo se o solo for demasiado calcário, muito pesado ou argiloso. Nunca colocar as raízes em contacto com o estrume ou o adubo.
* para que as roseiras criem mais facilmente novas raízes depois de serem transplantadas, envolver as raízes da roseira em terra amassada com estrume, mergulhar as raízes em lama argilosa enriquecida de hormonas pronta a ser utilizada.
* colocar o ponto de enxerto ao nível do solo depois de ter cortado as raízes estragadas ou mal cortadas. Separar bem as raízes no fundo do buraco.
* deitar terra fina entre as raízes.
* terminar de encher o buraco (1).

* exercer pressão junto ao pé da roseira e regar generosamente na parte calcada da terra para que esta adira bem às raízes. As roseiras anãs e Polyanthas não devem ultrapassar uma altura de 10 cm e as roseiras trepadeiras uma altura de 30 a 40 cm. Podar se os pés das roseiras tiverem um comprimento superior.
* uma semana depois da plantação tapar as roseiras para proteger o ponto de enxerto utilizando turfa ou terra arenosa (2).

* retirar esta protecção na Primavera.
como estacar
* enterrar a estaca no solo antes de plantar a roseira, para não danificar o enxerto nem as raízes.
* colocar a roseira de encontro a uma estaca com cerca de 2 cm de diâmetro, plantada do lado oposto aos ventos dominantes. A extremidade da estaca deverá situar-se ligeiramente acima da parte superior da roseira
dispôr em espaldeiras - roseiras trepadeiras
* afastar a roseira de 25 a 30 cm da base do suporte (gradeamento de ripas, caramanchão, fios de ferro/arames instalados horizontalmente num muro, etc.)
* dirigir as raízes na direcção oposta à do suporte. Os ramos deverão ser fixados à medida que forem crescendo (3).
(adapt. Mestre Maco)
Não plantar em períodos de gelo ou se a terra estiver demasiado molhada.
onde
* escolher um local bem exposto ao sol, abrigado do vento e não muito húmido. Evitar os locais francamente expostos a Norte ou Sul.
como
* fazer um buraco suficientemente grande e profundo; as raízes devem caber facilmente.
* desfazer os torrões de terra até 30 cm de profundidade. Adicionar um composto de estrume ou adubo se o solo for demasiado calcário, muito pesado ou argiloso. Nunca colocar as raízes em contacto com o estrume ou o adubo.
* para que as roseiras criem mais facilmente novas raízes depois de serem transplantadas, envolver as raízes da roseira em terra amassada com estrume, mergulhar as raízes em lama argilosa enriquecida de hormonas pronta a ser utilizada.
* colocar o ponto de enxerto ao nível do solo depois de ter cortado as raízes estragadas ou mal cortadas. Separar bem as raízes no fundo do buraco.
* deitar terra fina entre as raízes.
* terminar de encher o buraco (1).

* exercer pressão junto ao pé da roseira e regar generosamente na parte calcada da terra para que esta adira bem às raízes. As roseiras anãs e Polyanthas não devem ultrapassar uma altura de 10 cm e as roseiras trepadeiras uma altura de 30 a 40 cm. Podar se os pés das roseiras tiverem um comprimento superior.
* uma semana depois da plantação tapar as roseiras para proteger o ponto de enxerto utilizando turfa ou terra arenosa (2).

* retirar esta protecção na Primavera.
como estacar
* enterrar a estaca no solo antes de plantar a roseira, para não danificar o enxerto nem as raízes.
* colocar a roseira de encontro a uma estaca com cerca de 2 cm de diâmetro, plantada do lado oposto aos ventos dominantes. A extremidade da estaca deverá situar-se ligeiramente acima da parte superior da roseira
dispôr em espaldeiras - roseiras trepadeiras
* afastar a roseira de 25 a 30 cm da base do suporte (gradeamento de ripas, caramanchão, fios de ferro/arames instalados horizontalmente num muro, etc.)
* dirigir as raízes na direcção oposta à do suporte. Os ramos deverão ser fixados à medida que forem crescendo (3).
(adapt. Mestre Maco)
escolher roseiras
tipos de roseiras
* platibandas e tufos: roseiras híbridas de chá e flor (distância de plantação: 0,35 a 0,50 m)
* terrenos rochosos, sebes, canteiros: roseiras miniaturas (distância de plantação: 0,25 m)
* sebes e corredores: roseiras trepadeiras (distância de plantação: 1,60 a 1,80 m)
* muros, pérgulas, vedações: roseiras trepadeiras (distância de plantação: 1,50 m)
* plantação isolada, em maciço ou sobre relva: pés de roseiras (distância de plantação: 1 m no mínimo), roseiras tipo chorão (árvore) (distância de plantação: 2 m)
qualidades de uma boa roseira
- ramos: casca verde, não muito torcidos, bem afastados, rebentos visíveis
- raízes: bem duras, cabeludas, com 20 cm de comprimento no mínimo.
* platibandas e tufos: roseiras híbridas de chá e flor (distância de plantação: 0,35 a 0,50 m)
* terrenos rochosos, sebes, canteiros: roseiras miniaturas (distância de plantação: 0,25 m)
* sebes e corredores: roseiras trepadeiras (distância de plantação: 1,60 a 1,80 m)
* muros, pérgulas, vedações: roseiras trepadeiras (distância de plantação: 1,50 m)
* plantação isolada, em maciço ou sobre relva: pés de roseiras (distância de plantação: 1 m no mínimo), roseiras tipo chorão (árvore) (distância de plantação: 2 m)
qualidades de uma boa roseira
- ramos: casca verde, não muito torcidos, bem afastados, rebentos visíveis
- raízes: bem duras, cabeludas, com 20 cm de comprimento no mínimo.
sexta-feira, dezembro 24, 2004
jardim/jardins
O jardim é para o filósofo o espaço simbólico do cosmos do seu autor. Frequentemente, é fechado, íntimo, e até misterioso. Concentram-se nele as formas que exprimem a ordem do universo do seu criador e que este quer revelar a si próprio e ao mundo. O jardim simboliza: liga o homem a universos imaginários desde a origem dos tempos. É também um espaço fechado onde se cultivam vegetais úteis, de acordo com conhecimentos, experiências e fontes de inspiração do seu autor. A referência pode ser o vizinho, Versalhes ou Hampton Court.
Ao longo da história, a sua riqueza e a sua diversidade são imensas. No Ocidente, foi babilónico, egípcio, romano, medieval, italiano, barroco ou inglês. É conhecido noutras culturas como as dos países muçulmanos ou do Extremo Oriente. Obra de arquitecto, é restaurado periodicamente como património que testemunha uma cultura, um estilo, uma época e a originalidade eventual do seu autor. O jardim acompanha a vida dos homens, mais velhos do que novos, e exprime uma perfeição ideal na relação com a natureza. É perene e efémero, jardim de inverno ou de verão, adaptando-se às estações e colocando-se à mercê dos sentidos. Quando público, procura a consagração do seu autor, jardineiros e encomendador. Se privado, traduz o mundo íntimo de uma amador apaixonado, de um mecenas, ou de um simples habitante. Pode ser uma jardim de um castelo ou de um subúrbio.
É também funcional. Cada uma das suas partes se adapta a uma utilidade: pomar, horta, medicinal, de flores, botânico, aquático; pode ser alpino, mediterrânico, e sugerir, enquanto jardim selvagem ou ecológico, a liberdade de crescimento e o desenvolvimento das plantas e dos animais. Cada período da história cultural de uma sociedade é marcado pelos seus jardins. Reportando-se à linguagem artística, bem como às formas da natureza selvagem (a primeira natureza) ou cultivada ( a segunda natureza), os jardineiros e paisagistas reinventaram uma terceira natureza, organizada pela geometria e arquitectos no caso do jardim regular, ou inspirada pela arte pictórica no caso do jardim sensível.
Sendo um lugar concreto, o jardim pode também ser utilizado como metáfora, não somente em literatura, teatro ou cinema, mas também no discurso corrente. Ao qualificar la Touraine como o jardim de França, pretende-se dizer que a França, como o Vale do Loire é terra fértil na qual os homens podem encontrar a riqueza e a felicidade. Da mesma forma, quando o paisagista Gilles Clément ilustra a sua ideia de jardim planetário com La Villette, propõe que “ juntos decidamos que a terra é um só e pequeno jardim”. A sua mensagem – ecológica - sugere que é possível “consumir sem degradar, viver sem destruir”, à qual o sociólogo Edgar Morim chamaria uma utopia realista e não quimérica.
O interesse por jardins revela, na cultura ocidental, uma evidência que o transforma em argumento retórico alternativo ao caos urbano, ao risco de envenenamento dos alimentos, à degradação do património natural ou à miséria sociológica dos subúrbios. Ninguém resiste à retórica do jardim, universo angélico de beleza, de bondade e de pureza. A ideia de jardim funciona como lugar simbólico de um discurso crítico que condena a vida actual sem imputar a causa à sociedade que a produz.
trad. e adapt. Donadieu, Pierre. La société paysagiste. Arles: Actes Sud, 2002.
Ao longo da história, a sua riqueza e a sua diversidade são imensas. No Ocidente, foi babilónico, egípcio, romano, medieval, italiano, barroco ou inglês. É conhecido noutras culturas como as dos países muçulmanos ou do Extremo Oriente. Obra de arquitecto, é restaurado periodicamente como património que testemunha uma cultura, um estilo, uma época e a originalidade eventual do seu autor. O jardim acompanha a vida dos homens, mais velhos do que novos, e exprime uma perfeição ideal na relação com a natureza. É perene e efémero, jardim de inverno ou de verão, adaptando-se às estações e colocando-se à mercê dos sentidos. Quando público, procura a consagração do seu autor, jardineiros e encomendador. Se privado, traduz o mundo íntimo de uma amador apaixonado, de um mecenas, ou de um simples habitante. Pode ser uma jardim de um castelo ou de um subúrbio.
É também funcional. Cada uma das suas partes se adapta a uma utilidade: pomar, horta, medicinal, de flores, botânico, aquático; pode ser alpino, mediterrânico, e sugerir, enquanto jardim selvagem ou ecológico, a liberdade de crescimento e o desenvolvimento das plantas e dos animais. Cada período da história cultural de uma sociedade é marcado pelos seus jardins. Reportando-se à linguagem artística, bem como às formas da natureza selvagem (a primeira natureza) ou cultivada ( a segunda natureza), os jardineiros e paisagistas reinventaram uma terceira natureza, organizada pela geometria e arquitectos no caso do jardim regular, ou inspirada pela arte pictórica no caso do jardim sensível.
Sendo um lugar concreto, o jardim pode também ser utilizado como metáfora, não somente em literatura, teatro ou cinema, mas também no discurso corrente. Ao qualificar la Touraine como o jardim de França, pretende-se dizer que a França, como o Vale do Loire é terra fértil na qual os homens podem encontrar a riqueza e a felicidade. Da mesma forma, quando o paisagista Gilles Clément ilustra a sua ideia de jardim planetário com La Villette, propõe que “ juntos decidamos que a terra é um só e pequeno jardim”. A sua mensagem – ecológica - sugere que é possível “consumir sem degradar, viver sem destruir”, à qual o sociólogo Edgar Morim chamaria uma utopia realista e não quimérica.
O interesse por jardins revela, na cultura ocidental, uma evidência que o transforma em argumento retórico alternativo ao caos urbano, ao risco de envenenamento dos alimentos, à degradação do património natural ou à miséria sociológica dos subúrbios. Ninguém resiste à retórica do jardim, universo angélico de beleza, de bondade e de pureza. A ideia de jardim funciona como lugar simbólico de um discurso crítico que condena a vida actual sem imputar a causa à sociedade que a produz.
trad. e adapt. Donadieu, Pierre. La société paysagiste. Arles: Actes Sud, 2002.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
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